Valbom em teste nacional de Voto Acessível

A “Villa Urbana” de Valbom, unidade da Associação do Porto de Paralisia Cerebral recebeu, na manhã de 22 de junho, mais uma sessão de testes do Voto Acessível, ferramenta tecnológica que está a ser implementada e desenvolvida pela Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral (FAPPC) em parceria com uma empresa tecnológica de renome.

Durante várias horas foram testadas, em ambiente real de voto, as distintas opções e funcionalidades do sistema. Os moradores da “Villa Urbana” testaram a resposta do sistema e aproveitaram para apresentar sugestões de funcionalidade dependendo das dificuldades que, mais ou menos, foram sendo confrontados quando efetuavam a simulação de voto (neste caso num sistema operacionalizado para a votação do Orçamento Participativo de um município).

Abílio Cunha, responsável pela Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC), considera que estes testes de melhoria e o próprio sistema de Voto Acessível se podem assumir “como algo marcante na democratização e universalidade do voto”.

“As pessoas com paralisia cerebral ou uma qualquer outra limitação física são frequentemente confrontadas com a impossibilidade de efetivar o seu direito ao voto”, lamentou o responsável da APPC. “Queremos que o voto em qualquer ato eleitoral seja acessível a todos! Não chega o Voto Eletrónico, que apenas resolve parte do problema. E muito menos ficamos satisfeitos quando nos dizem que, na impossibilidade de votar, o podemos fazer acompanhados”, referiu.

Para Abílio Cunha a confidencialidade e universalidade do voto é a grande conquista ainda por atingir. Daí que, saliente, “esta é uma ferramenta” fundamental na acessibilidade ao voto por parte daqueles que, por questões físicas, de idade, ou de mobilidade, não conseguem utilizar o tradicional voto em urna ou, até, o voto eletrónico”.

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