VII Medieval de Rio Tinto recebeu 55 mil pessoas

VII Medieval de Rio Tinto - setembro 2016

Batalha do espetáculo “Assalto ao Arraial” / Foto: Pedro Santos Ferreira

Durante os dias 15, 16, 17 e 18 de setembro, Rio Tinto recuou à Idade Média. A Medieval de Rio Tinto recriou o período histórico situado entre os séculos V e XV e recebeu 55 mil pessoas, número avançado pela organização, naquela que foi a maior edição do evento organizado pela Junta de Freguesia de Rio Tinto e a ARGO – Associação Artística de Gondomar. 

A Quinta das Freiras revisitou a época medieval durante quatro dias e recebeu cerca de 55 mil pessoas “no maior evento da cidade”, segundo Nuno Fonseca, presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto.

Reis, nobreza, militares, artesãos e comerciantes deram vida ao recinto e deixaram os visitantes rendidos aos encantos medievais, desde a gastronomia às danças, passando pelos torneios da época.

“A edição deste ano correspondeu às expectativas iniciais da organização do evento. A iniciativa cresceu, já é o maior evento da cidade e é conhecido no concelho de Gondomar e fora deste território. Não há duvida que conseguimos fazer uma feira medieval de referência”, afirma o autarca riotintense.

Ao Vivacidade, Albertino Valadares, presidente da direção da ARGO, mostra-se orgulhoso com o crescimento da Medieval “a todos níveis”. “Mesmo com um menor número de expositores conseguimos atrair mais visitantes à Quinta das Freiras. Este ano optamos por selecionar rigorosamente os nossos expositores, porque queremos que este evento seja o mais fiel possível à época que tentamos recriar”, diz o membro da organização.

O artesão lamenta, contudo, a ausência de um maior número de artesãos e expositores gondomarenses no evento. “Os nossos artesão [ARGO] têm que convencer-se que se querem participar neste evento têm que se adaptar a ele. É necessário que criem novos objetos e que se enquadrem no conceito medieval. Tentamos sensibilizar os nossos associados para isso mas nem todos aceitaram bem”, reclama Albertino Valadares.

Quanto ao futuro, a organização promete fazer “mais e melhor” para consolidar o crescimento da Medieval de Rio Tinto. Para Nuno Fonseca, o objetivo principal passa por “garantir um rigor histórico mais fidedigno e incentivar os artesãos a adaptarem-se à época medieval”.

“Sabemos que somos diferentes das outras feiras medievais porque não estamos presos à história dos reis portugueses. Temos os nossos reis – D. Tremoço e D. Surbia -, duas figuras inventadas e muito características, e assumimos que estamos situados num período anterior aos reinados portugueses. Isto distingue-nos de outros eventos deste género e queremos manter essa dinâmica”, garante o presidente da Junta de Rio Tinto.

Ceia Medieval e Assalto ao Arraial foram “apostas ganhas”
De acordo com a organização da Medieval de Rio Tinto, o espetáculo “Assalto ao Arraial” realizado na noite do dia 17, que recriou a vivência da Infanta D. Mafalda em Rio Tinto, foi “uma aposta ganha”, tal como a Ceia Medieval, que deverá realizar-se diariamente na próxima edição.

Para 2017, Nuno Fonseca e Albertino Valadares prometem um recinto de espetáculos “com uma nova estrutura e maior visibilidade para o público”, além de um novo alargamento do recinto.

“A próxima edição será certamente maior e diferente. Estão criadas as condições para garantirmos a sustentabilidade financeira do evento que ainda não passará pela cobrança de um valor aos nossos visitantes”, conclui Nuno Fonseca.

A VII Medieval de Rio Tinto representou um investimento de 35 mil euros e foi organizada pela Junta de Freguesia de Rio Tinto e pela ARGO, com o apoio da Câmara Municipal de Gondomar e patrocinadores locais.

Parque Nascente recebe exposição fotográfica da Medieval
No dia 4 de outubro, pelas 21h30, é inaugurada a exposição do Concurso de Fotografia da VII Medieval de Rio Tinto. A mostra organizada pela Junta de Freguesia e a ARGO visa expor momentos captados durante o evento.

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