Android fragmentado

No início de fevereiro, a Google apresentou o relatório mensal sobre a fragmentação do Android. Por “fragmentação”, entende-se que os utilizadores deste sistema operativo utilizam diferentes versões do mesmo, em vez da mais recente.

Com os últimos dados, a Google admite que apenas 1,2% dos utilizadores têm acesso ao Android “Marshmallow” (6.0). No entanto, a coroa continua no antigo “Kit-Kat” (4.4), lançado em 2013, com 35,5%. Segue-se o “Lollipop” (5.0/5.1), com 34.1%.

A desfragmentação não acontece apenas no Android. iOS e Windows Phone também possuem utilizadores em versões mais antigas dos seus sistemas. Contudo, os números não são, de todo, tão gritantes como os da empresa de Mountain View.

A causa reside na forma como o Android é distribuído e atualizado. Enquanto Apple e Microsoft asseguram as suas atualizações, a Google deixa os updates a cargo das marcas que produzem os equipamentos. Ora, empresas como a Samsung, que lançaram smartphones Android em grande quantidade, têm demonstrado pouca capacidade em atualizar os seus telemóveis (exceto os de topo e alguns média-gama). Aliás, não seria de admirar que alguns equipamentos nunca tenham visto uma única atualização.

Para resolver o problema da fragmentação, em 2015, a Google garantiu um período de 18 meses em que os seus dispositivos (Nexus) terão atualizações garantidas. A empresa terá aconselhado as restantes marcas a fazer o mesmo. Bem, parece que o pedido não passou apenas disso.

,