4 Anos de Credibilidade e Mudança

Com a economia em queda acelerada, e a poucas semanas da primeira revisão regular do Programa de Assistência negociado pelo Governo cessante, sem perder tempo tomámos em mãos a tarefa central de proteger os portugueses das ameaças gravíssimas que pendiam sobre todo o País.

Vivíamos um período de verdadeira emergência nacional.

Quatro anos depois, de o Governo ter tomado posse, o País está hoje numa condição muito diferente graças a uma estratégia paciente, consistente e de longo alcance.

No centro dessa estratégia, além do saneamento das contas públicas e da estabilização financeira, estava a reforma estrutural de que Portugal carecia.

Portugal chegou a 2011 com desequilíbrios e rupturas gravíssimas, tanto do ponto de vista económico como social, com poucos paralelos na Europa. Vínhamos de uma sequência infindável de estagnação.

A estratégia de reforma estrutural do Governo obedeceu à sua complementaridade e articulação, para que as reformas sectoriais fossem coerentes umas com as outras e com o objetivo de maximizar os seus efeitos positivos. Teve ainda um significado político e social da maior importância: a democratização da economia e da sociedade portuguesa.

O trabalho feito foi tão amplo e minucioso que a extensão da lista do que alcançámos pode parecer fastidiosa mas é importante para compreender a dimensão das mudanças que Portugal fez.

Em 2011, o desemprego disparava. Hoje, o desemprego desce consistentemente.

A economia estava em queda livre e hoje o crescimento está a acelerar.

O endividamento do País – externo, privado e público – era uma ameaça à nossa existência como comunidade política democrática e independente com uma economia social de mercado.

Hoje, temos excedentes externos consistentes, e a dívida privada e pública estão a descer.

Em 2011, o Serviço Nacional de Saúde estava sob o perigo de uma iminente ruptura financeira. Hoje, sabemos por relatórios independentes nacionais e internacionais que as finanças do SNS estão asseguradas e que aumentámos a prestação de cuidados de saúde durante todos estes anos.

Em 2011, o défice do Estado estava descontrolado; em 2015 sairemos do Procedimento por Défices Excessivos da União Europeia, com o défice mais pequeno da nossa história democrática – cortámos o défice do Estado em 3/4, com mais transparência e informação sobre as contas do Estado, porque é um direito de cidadania que todos saibam com rigor e em tempo útil qual o andamento da gestão dos dinheiros públicos.

Em 2011, éramos vistos com desconfiança pelos nossos parceiros e aliados. Hoje, temos a confiança e o respeito de todos.

Em 2011, parecia que estávamos condenados a nos afogarmos num período terrível e prolongado de colapso económico, social e político. Hoje, com muitos sacrifícios e determinação, reconquistámos o nosso futuro. Passados anos a divergir da União Europeia, Portugal hoje está a convergir e a crescer acima da média da zona euro. Isso é uma grande vitória de todos os Portugueses.

Temos muito para fazer para a frente…

O nosso futuro será construído em cima das bases que lançámos nestes quatro anos. Não podemos pôr tudo isto em risco, com estratégias incoerentes e irrefletidas.

A recuperação que hoje vivemos, e que tanto esforço exigiu aos portugueses, tem de ser protegida, fortalecida e acelerada.

Não pode ser revertida!

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