Editorial – janeiro 2017

Caros leitores,

Gondomar está a viver um momento único com a designação de Cidade Europeia do Desporto para o ano de 2017 e ainda bem que foi capaz de produzir e realizar uma cerimónia ímpar de abertura, que foi muito bem recebida por todos.

Pena é que a festa pareça estar estragada pela recente notícia que o projeto de relançamento do metro do Porto esqueceu-se de Gondomar, ao relançar a conclusão da linha amarela até Vila D’Este (Gaia) e a criação da linha da Campo Alegre (Porto) sem que se veja algum dos cerca de 240 milhões que vão custar estas expansões a vir parar a Gondomar – já nem digo até ao Pavilhão Multiusos, mas pelo menos até São Cosme.

Parece que os resultados dos estudos sobre o mercado que existe para as cinco linhas inicialmente previstas para construção em 2011, que necessitariam de um investimento de cerca de mil milhões não beneficiam Gondomar, pois os estudos de mercado e de engenharia não apontam as “nossas” linhas, nem a da Trofa, nem a de São Mamede de Infesta como prioritárias.

De facto, Gondomar está habituado a não ser considerado prioritário, quer pelos colegas da Área Metropolitana do Porto quer pelos sucessivos governos. Talvez seja altura de dizer basta e de começarmos a ser mais exigentes, pois dificilmente poderá Gondomar vir a ter outra altura em que os nossos governantes possam influenciar os governos regionais e nacionais como agora; quando diversos dos nossos políticos estão presentes em força nessas instituições.

Se o governo vai discutir com a AMP e com as autarquias quais são as linhas que vão passar em primeiro lugar em função só destes estudos, Gondomar vai ser deixado para trás.

Com tantos euros que andam por aí mal gastos será que não há capacidade para investir algum e influenciar que este investimento seja realizado?
E já agora bem realizado….

, ,