Editorial – novembro 2016

Caros leitores,

Fazer coisas é difícil. Principalmente coisas que não foram ainda feitas e em ambiente competitivo. É importante fazer coisas que os outros não fazem.

É o caso da Cidade Europeia do Desporto 2017, cujos eventos vão decorrer em Gondomar. Não se conhecendo ainda ao detalhe o que será realizado, esperamos que seja um programa ambicioso e de grande impacto nos participantes dos diversos eventos que vão decorrer em Gondomar e que tragam muitos forasteiros ao concelho, para apreciarem a nossa oferta gastronómica e a simpatia com que sabemos receber.

Mas para que a Cidade Europeia do Desporto 2017 seja marcante para Gondomar e para todos os que nos vão visitar é preciso que haja muito trabalho e dedicação dos colaboradores do Município que vão trabalhar para concretizar o programa, pois com a expectativa que tem sido alimentada acredito que terá que ser feito um esforço suplementar para se conseguir demonstrar que Gondomar é capaz de aproveitar bem as oportunidades.

Para isso acontecer era preciso que houvesse verdadeiro investimento nas estruturas hoteleiras, gastronómicas e de outros serviços de apoio que são essenciais para se poder aproveitar dignamente as potencialidades desta oportunidade.

Claro que isso passava por ter existido um plano integrado para melhor aproveitamento desta oportunidade e pela existência de recursos capazes de fomentar e dinamizar a iniciativa privada, que pode complementar o trabalho bem realizado pela autarquia, e que possibilitaria um melhor aproveitamento das oportunidades que nos são facilitadas.

A minha esperança é que Gondomar – Cidade Europeia do Desporto 2017 seja muito mais do que um simples aluguer “low cost” do Pavilhão Multiusos e que traga negócios, pessoas e rendimentos a Gondomar.

Se pudéssemos aproveitar as lições anteriores e seguir os resultados do WebSummit em Lisboa, que com 1,3 milhões de euros de investimento público trouxe 250 milhões de euros de consumo direto e mais de mil milhões de investimentos nas empresas, seria excecional. Ou seja, por cada euro investido na Cidade Europeia do Desporto 2017 por parte do Município induzir, pelo menos, 100 euros de negócio local.

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