A caminho da saída do programa

As últimas semanas trouxeram dados verdadeiramente encorajadores sobre a nossa economia. Como várias vezes aqui escrevemos, continuamos a não ter razões para lançar foguetes, mas há sinais muito consistentes e coerentes entre si que demonstram claramente que já estivemos pior do que estamos. Felizmente parece que iniciámos a recuperação económica. Ainda bem
No ano passado, a partir do segundo trimestre começámos – e assim continuou a ser consistentemente até ao final do ano – a recuperar no emprego. Houve, trimestre após trimestre mais pessoas empregadas. O argumento de que se tratou duma redução da taxa de desemprego por haver elevados números de emigração, não colhe, portanto. O ano terminou com mais 30.000 pessoas com emprego, comparando o quarto trimestre de 2013 com o de 2012 – crescimento homólogo, portanto. E se quisermos excluir o primeiro trimestre de 2013, que foi muito penalizador em termos de números de emprego, chegamos a mais de 120 mil empregos criados entre abril e dezembro de 2013. Repito: estamos a falar de números absolutos e de pessoas concretas.
Ao mesmo tempo a economia em 2013 mostrou uma evolução coerente com este cenário: do INE mostrou um crescimento homólogo de 1,6% no quarto trimestre de 2013. Se os valores em cadeia já vinham a crescer desde o segundo trimestre, este foi o primeiro trimestre em que houve crescimento homólogo – isto é, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Como tal, quer em 2013 quer em 2014, a economia terá desempenhos mais positivos do que o inicialmente previsto.
Isto é positivo e deve deixar todos com esperança. 2014 pode bem ser o ano da recuperação, após os anos do difícil ajustamento. Já em maio próximo conseguiremos fechar o programa de ajustamento com sucesso. Isso não significa o fim dos nossos desafios, mas é bem mais do que ainda há um ano a oposição dizia. E o derrotar dos cenários negativistas é bom para o país.
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