A educação é uma prioridade

Todos sabemos que a “Educação”, em todos os seus sentidos, tem reflexos e implicações vitais no desenvolvimento de um país. Desde a ideia básica da instrução, passando pelos diversos processos de aquisição e de atualização de conhecimentos, a educação conduz um ser humano a optar por atitudes e comportamentos que o levam a uma inserção, mais ou menos bem conseguida, na sociedade.
Começamos a “ser educados” no nosso primeiro dia de vida. Começamos a receber a influência dos nossos pais e familiares e o nosso comportamento, as nossas emoções, começam a ser moldadas.
Infelizmente nem todas as crianças têm a participação dos seus pais e familiares na sua educação, no desenvolvimento do próprio conhecimento, tantas vezes com reflexos futuros nos níveis de confiança nas suas capacidades cognitivas, afetivas, físicas e de relacionamento social.
A família constitui-se no suporte que toda criança precisa e, infelizmente, nem todas a têm. A escola terá de constituir-se num espaço em que, por excelência, nos preparamos e desenvolvemos como cidadãos.
Numa sociedade de conhecimento, como a entendemos, um sistema educativo tem para além de transmitir conhecimentos, proporcionar competências. Um conhecimento sólido da língua, da matemática e das ciências terá de ser acompanhado pela disciplina, pela liderança e pela capacidade de trabalhar em grupo, privilegiando a iniciativa, a autonomia e a inovação.
Um dos maiores objetivos da educação de hoje e dos tempos mais próximos será certamente o de criar condições para que todos tenham a oportunidade de frutificar os seus talentos e de potenciar a sua criatividade.
Um grande desafio no plano ético é colocado à Escola. Independentemente de tantas retóricas que muitas vezes radicalizam e impedem uma responsabilização dos atores, é importante que se crie um ambiente escolar onde se promova o respeito pela singularidade das pessoas e da sociedade.
Temos muito trabalho pela frente. Sabemos que o sucesso não é inimigo da exigência.
O resultado recente nas “Olimpíadas Internacionais de Matemática “, onde jovens portugueses obtiveram a medalha de ouro e duas de bronze, para além de uma menção honrosa, é a prova de que, se houver trabalho e empenho, conseguimos ter os melhores resultados.
Que este esforço e dedicação sejam entendidos como sinais de incentivo para todos. A sociedade terá de saber criar e disponibilizar as condições para que os professores cumpram a sua nobre função de ensinar, de transmitirem conhecimentos e de prepararem os cidadãos para uma cidadania plena, nesta sociedade em que vivemos, em constante evolução e ávida de inovação e criatividade.
A avaliação das escolas, dos diretores, dos professores e dos alunos é fundamental, mas terá de ser acompanhada e inserida num processo mais amplo que inclua a avaliação dos currículos, dos programas e dos manuais escolares.
Este não é o tempo para demagogias ou experimentalismos tantas vezes demagógicos. Estamos num tempo em que é vital o empenho de todos.
Simplificando procedimentos, necessariamente racionalizando recursos, teremos de encontrar um modelo organizativo e funcional para que nas escolas se formem cidadãos capazes de viver nesta sociedade complexa, marcada pela diversidade e permanentemente pressionada por um ambiente globalizado. Passo a passo para não perdermos o rumo.
É importante que os nossos jovens tenham o seu futuro assegurado num Portugal mais desenvolvido e solidário.
Eu acredito em Portugal e nos portugueses.

, ,