A encruzilhada

Pois é. A encruzilhada em que o município se encontra desde há anos, ganhou novos contornos, claramente mais dramáticos, com a recusa do Tribunal de Contas (TC) em visar, isto é, em autorizar a contratação de um volumoso empréstimo, tendente a minorar as consequências orçamentais daquelas que são as responsabilidades do município para com a EDP.

De há muito que tal matéria tem vindo a exigir uma espécie de “Pacto de Regime” no concelho, com o qual se comprometam as diferentes forças politicas representadas nos órgãos municipais, objectivando-se um caminho, uma solução, que estribados nos contornos legais aplicáveis, definitivamente enquadrem o assunto, potenciem o seu enfrentar sem peias ou subterfúgios e, de uma vez por todas se aprove, com uma maioria larga e com a intervenção de todos os interessados, um rigoroso esquema que potenciando o inerente pagamento da dívida existente não signifique, em paralelo, inultrapassáveis constrangimentos na capacidade que o município deve sempre ter, de intervir na facilitação da dinâmica de desenvolvimento e modernização da sociedade gondomarense.

Os engulhos para o concelho emergentes da recusa do TC, são claramente evidentes. Tal facto, associado à já consabida depauperada situação financeira geral do município, influencia sem qualquer margem para dúvidas, a sua capacidade de intervenção nas diferentes valências da sociedade gondomarense, pela limitação das iniciativas de investimento, pela limitação do exercício quotidiano das suas competências legais, pela ampliada dificuldade em acudir às crescentes dificuldades dos estratos sociais mais carenciados.

Ora esta nefasta realidade obriga, cremos nós, a um inelutável refletir por parte dos atuais gestores do município, sobre as verdadeiras prioridades de ação e intervenção da autarquia, devendo interiorizar a premência na opção de abandonar gastos que, podendo ser justificáveis, não sejam prioritários ou absolutamente necessários, designadamente em áreas como a publicidade e/ou propaganda, ou iniciativas com elas correlacionadas.

No momento não cuidamos de abordar o “porquê” de o município se encontrar neste lamentável estado financeiro, importando muito mais ordenar os caminhos do seu futuro, por forma a o relançar num clima mínimo de esperança e de confiança, onde os gondomarenses, independentemente das suas crenças ideológicas, se possam rever. Certamente que o futuro próximo do concelho será financeiramente tenso, com todas as consequências, nomeadamente psicológicas, daí advenientes. Será por consequência fundamental que, mais esta plausível certeza, se não torne também em mais um inglório esforço dos gondomarenses.

Nós, o CDS/PP de Gondomar, estamos cientes dos desafios com que, a credibilidade do concelho, hoje se debate. Estamos contudo e neste contexto, disponíveis para, com a responsabilidade de todos, ajudar a ultrapassar esta equívoca realidade.

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