A força do Povo saiu à rua

Foi um mar de gente que inundou Lisboa a 6 de junho, numa ação de massas que se traduziu num momento notável, tanto pela sua organização como pela sua extraordinária participação.

Foram mais de cem mil pessoas que, de forma convicta e firme, com alegria e confiança, afirmaram nas ruas a alternativa patriótica e de esquerda que a CDU transporta.

Uma extraordinária participação feita de comunistas, membros d’Os Verdes, independentes e muitos milhares de democratas e patriotas que, descontentes com a política de direita praticada por PS, PSD e CDS ao longo dos últimos 39 anos, não se resignam, rejeitam este caminho de empobrecimento e exploração e não aceitam a inevitabilidade que nos querem vender.

Foi um mar de gente que sabe ser possível a construção de uma sociedade mais justa, ao serviço dos trabalhadores e do Povo, dos seus interesses e aspirações.

Foram muitos mil a celebrar Abril e os seus valores; a lembrar as suas conquistas libertadoras e progressistas; a denunciar os objetivos dos sucessivos governos de liquidação dos direitos que a luta dos trabalhadores e do Povo conquistou e a Constituição da República consagrou.

Muitos mil a afirmar que toda a ofensiva contra Abril encontrará pela frente um mar de gente que sabe resistir e que não deixará cair o que o Povo alcançou.

Foram homens, mulheres e jovens; trabalhadores, desempregados, reformados e muitas camadas da população, que vieram de todo o país e demonstraram, com a sua participação neste momento de luta, a força deste projeto, feito de convicção, de verdade, de honestidade, de trabalho, de competência e de dignidade.

Foi mais confiança e mais possibilidade de concretizar uma forte campanha eleitoral de massas, que abra caminho à rutura com 39 anos de afundamento.

Foi momento de protesto, mas foi também momento de afirmação de soluções para o país.

Soluções que passam pela urgente renegociação da dívida, pelo fim das privatizações e pela defesa do controlo público de setores e empresas estratégicas da nossa economia.

Soluções de valorização da produção nacional, dos salários e das pensões.

Soluções que defendem as funções sociais do Estado e os serviços públicos.

Soluções que passam por uma política fiscal mais justa, que tribute fortemente o capital, desonerando os trabalhadores.

Soluções de afirmação da nossa soberania e independência.

Foi a força do Povo na rua, com vontade de mudança, e esperança e confiança num futuro melhor.

É com a força do Povo que Portugal tem futuro!

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