A importância da consciencialização do envelhecimento da população

Se o século XX foi marcado pelo crescimento populacional, o século XXI deverá ser marcado pelo envelhecimento global da população! Assiste-se a um gradual envelhecimento da população portuguesa marcado por uma redução dos níveis médios de fecundidade, (readaptação em termos de trabalho e o papel da mulher fez com que o planeamento familiar passasse a ser constante), níveis médios de mortalidade em redução, e um aumento, em simultâneo, da esperança média de vida.

O índice de envelhecimento em Gondomar, tem vindo aumentar consideravelmente de 15,2 p.p em 1961, para 125,8 p.p. em 2011, sendo que o índice de envelhecimento em Portugal passou de 125,8 p.p em 2011 para 148,7 p.p em 2016, facilmente se assume que Gondomar também acompanha esse aumento.

Gondomar terá, de acordo com os últimos dados, um número muitíssimo elevado de pensionistas. Contudo, continua a apresentar uma reduzida taxa de cobertura distrital e nacional nas principais respostas sociais dirigidas a esta população alvo.

Com o aumento do número de pessoas idosas dependentes é necessário disponibilizar as respostas ajustadas tendo em conta a diversidade de situações individuais uma vez que o envelhecimento da população tem hoje, e terá no futuro, um peso considerável no orçamento das famílias, e espero, que no orçamento municipal.

As políticas de envelhecimento ativo devem, pois, apontar o caminho da criação de oportunidades para todos aqueles que querem, e podem, continuar a ter uma vida ativa em seu benefício e no da própria sociedade.

É importante e necessário criar mecanismos para que as novas gerações possam valorizar as gerações mais sabedoras e experientes e com elas aprender, permitindo a estas, por seu turno, partilhar conhecimento e disponibilidade e receber o entusiasmo e a força que normalmente caracteriza as gerações mais jovens. Uma sociedade mais equilibrada passa necessariamente por estabelecer pontes entre as gerações, por outro lado, importa garantir a existência de mecanismos efetivos de proteção que salvaguardem e atendam às particularidades, riscos e fragilidades dos mais idosos. Voltamos a referir a importância das políticas de fixação e atração de população ativa, que parecem insignificantes para este executivo.

Muitos destes idosos são pessoas que, devido à sua especial suscetibilidade, necessitam de uma proteção especial e reforçada em termos sociais, económicos, de saúde ou de justiça.

Estes caminhos fazem-se através de políticas integradas de longo prazo que passam por diversas áreas, tais como saúde, formação, voluntariado, justiça e emprego, onde todos os agentes, sejam legislativos ou executivos, devem estar envolvidos.

“A atenção e o carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respirámos está para a saúde do corpo!”

Urge combater este sentimento de abandono por parte dos nossos idosos, urge dar-lhes qualidade de vida, urge ganhar consciência do impacto que o envelhecimento vai ter na nossa sociedade e no nosso município!

, ,