A importância dos Parques Urbanos

Lembrando o Programa do Partido Socialista para as últimas Autárquicas do concelho, uma das áreas de intervenção estratégica incluía o Ambiente, Urbanismo, Espaço Público e Ordenamento do Território. Havia já a consciência que o desenvolvimento sustentado e a qualidade ambiental são incontornáveis no Ordenamento do Território, sendo que Gondomar tem recursos naturais que devem ser aproveitados, requalificados e devolvidos à população.
Durante o século XX, a população urbana cresceu de 15% para mais de 50% da população total, e o que foi durante muito tempo um espaço físico completamente definido e limitado, a cidade, foi-se alargando indiferenciadamente naquilo que podemos definir como subúrbio. Ocorre que, tendo a potencialidade para oferecer aos seus habitantes uma gama de espaços, atividades e estímulos que concretizem e satisfaçam as necessidades dos seus utentes, a monofuncionalidade aparente demonstra que não há sucesso nesta ação. A qualidade de vida dos seus habitantes passa pela satisfação das necessidades básicas de cada um, onde é primordial o contacto com o meio ambiente, situações de contemplação e recreação, em que todos os elementos da natureza são indispensáveis.
É deste modo importante criar os Parques Urbanos propostos para Rio Tinto e para União de Freguesias de Gondomar, São Cosme/Valbom, valorizando a paisagem, reforçando a diversidade existente e potencializando a aptidão natural do território.
Os Parques Urbanos de Gondomar deverão organizar os espaços disponíveis por forma a maximizar as áreas permeáveis, a recuperar os ecossistemas naturais, e a requalificar os espaços florestais das áreas abrangidas que, ao longo dos tempos, se foram degradando. Naquilo que for possível, será enriquecedor manter estruturas existentes associadas à prática da agricultura, presente e do passado, lembrando o que foi o principal setor económico do concelho desde sempre. Por outro lado, devem criar novas estruturas, promovendo a prática de desportos e de atividades de recreio várias, capazes de atrair um elevado número de pessoas, e que atenda a todas as classes etárias e estratos sociais.
E como o principal objetivo é servir as pessoas, também elas deverão ser participativas, potencializando atividades e protagonizando intervenções que se venham a realizar. A melhor maneira de trabalhar é em conjunto com a natureza, pois ela com a sua grande generosidade garante a continuidade e desenvolvimento das comunidades.

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