A pobreza do Governo PSD-CDS

A pobreza atinge hoje no nosso país mais de 23% da população, afetando, portanto, mais de dois milhões e seiscentas mil pessoas.
Nos últimos anos a pobreza e as desigualdades sociais aumentaram muito em Portugal. Todos os estudos apontam no mesmo sentido: as políticas deste Governo estão a generalizar a pobreza, a multiplicar a exclusão social e a remeter cada vez mais famílias para a privação material severa.
Com as desigualdades a alastrar de dia para dia e de forma gritante, o que estamos a ver é que o Governo PSD-CDS, está a falhar nos elementos centrais que deveriam presidir aos objetivos de qualquer Governo. O Governo está a engordar os mais ricos e a remeter os mais pobres para a mais completa miséria.
E com o orçamento que aí vem não é necessário ser mago ou adivinho para perceber que em 2015 as desigualdades se vão a acentuar e que a pobreza vai continuar a alastrar. De facto, o Orçamento de Estado para 2015 acaba por se assumir como um forte instrumento no que diz respeito ao agravamento das desigualdades sociais e ao alastrar da pobreza para o futuro.
O relatório da UNICEF sobre as crianças e a crise em Portugal, foi absolutamente arrasador e devia até envergonhar o Governo, só não envergonha o Governo, porque o Governo nem sequer sabe do que falamos quando falamos de sensibilidade social.
O Governo não tem qualquer estratégia para a irradicação da pobreza. Desde que este Governo tomou posse, as repercussões no bem-estar das crianças, ao nível da saúde, da educação e dos apoios sociais do Estado às famílias mais carenciadas, acentuou-se substancialmente.
Nos últimos três anos o empobrecimento acabou por ser o desígnio deste Governo. Enquanto o Governo foi impondo um aumento colossal de impostos às famílias, foi diminuindo drasticamente os salários, o Rendimento Social de Inserção, os Abonos de Família, a Ação Social Escolar, o Subsídio Social de Desemprego e por aí fora.
Este Governo PSD/CDS continua a conviver de forma muito confortável, mas também de forma muito preocupante, perante este triste cenário: enquanto muitos pensionistas com pensões inferiores ao limiar da pobreza não conhecem qualquer aumento significativo desde a tomada de posse deste Governo, enquanto as famílias mais desfavorecidas assistem a um brutal emagrecimento dos apoios sociais, os acionistas das empresas cotadas em bolsa, que viram as suas fortunas engordar mesmo com a crise, continuam a não pagar qualquer imposto sobre esta gigantesca mais-valia.
Em duas palavras: Uma vergonha.

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