A política do “faz de conta”

Vivemos, atualmente, numa sociedade dividida perante cenários inconsistentes que vão sendo diariamente apresentados. O atual Governo vai fazendo a gestão do quotidiano, sem a devida e necessária planificação e sem uma visão estratégica para o futuro do País e dos Portugueses.

Todos os dias, são, infelizmente, conhecidos dados oficiais muito preocupantes, no sentido de que as coisas não estão a correr bem: as exportações a descer, o desemprego a aumentar, a economia e as contas públicas a deslizar, o investimento público e privado a desaparecer e o Governo liderado por António Costa em permanente campanha eleitoral, a fazer de conta que está tudo bem!

Portugal precisa urgentemente de reflexão, de coerência política, de perceber que caminho queremos e podemos percorrer. É preciso analisar, estudar os dossiês, perceber o que é melhor para o País, tendo por base análises isentas e credíveis, adotando as melhores soluções e não de continuar a meter a cabeça na areia!

No dia 8 de junho, o PSD apresentou e discutiu no Parlamento um Projeto de Resolução que visava um debate urgente e necessário relativo à situação da Segurança Social, que imediatamente, foi rejeitado pela maioria de esquerda, quando, como todos sabemos é a sobrevivência do Estado Social que está em causa. Não é possível António Costa falar em “enorme consenso”, em matéria de reformas estruturais, quando, apenas, decide em função de meras razões ideológicas e de subserviência à Geringonça.

O nosso Sistema Financeiro chegou à situação que todos conhecemos, no caso “BANIF” a esquerda unida recusou que se fizesse uma Auditoria Externa proposta pelo PSD, concordando com a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. Quanto à Caixa Geral de Depósitos e à necessidade de injetar mais quatro mil milhões de euros dos contribuintes, a esquerda tudo tem feito para que não se avance com a abertura de um Inquérito Parlamentar, por se tratar de um banco público! Mas no que diz respeito à alteração ao Estatuto do Gestor Público, com vista ao aumento dos salários dos 19 administradores da Caixa, as críticas por parte da esquerda são tão suaves, tão suaves, que quase passam despercebidas… e aí o que é público já deve ter por base o privado!

Mas, a questão de fundo, nesta matéria, deveria ser a de que os Portugueses têm o direito de saber o que de facto se passou, durante a gestão das sucessivas administrações, neste caso da CGD, pagas por dinheiro exclusivamente público, ou seja, por todos nós. Por isso, independentemente de ideologias partidárias, a verdade, tem de vir ao de cima, doa a quem doer!

 

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