A renovação

Decorreram no passado dia 16 as eleições para a nova Comissão Politica Distrital do Porto (CPD) do CDS/PP. Tratou-se de umas eleições com importância redobrada em tal estrutura do partido na medida em que, pela primeira vez em muitos anos, iria ser necessariamente presidida por um(a) novo(a) protagonista, pois o Dr. Álvaro Castelo Branco, incontornável responsável por este órgão nos vários últimos mandatos e por razões estatutárias, não se apresentava a sufrágio.

Com efeito a longevidade do protagonismo do último presidente, como normalmente acontece com quem se vai “confundindo” com o lugar, foi motivando um crescente ampliar do desconforto de muitos militantes que em vez de motivação e capacidade de boa gestão, isto é, gestão harmónica das diferentes pendencias concelhias e reforço da importância da estrutura distrital no seio da sua direção nacional, antes foram constatando uma inadvertida secundarização da natural e expectável capacidade de influência dos seus representantes na atividade dos vários órgãos nacionais do partido.

Ora, nestas eleições que ocorreram, apresentaram-se a sufrágio duas listas de candidatos à direção da CPD, uma presidida pela deputada nacional Cecília Meireles e outra presidida pelo ex-presidente da concelhia de Gaia do partido, Fernando Barbosa. A primeira das citadas listas representava uma espécie de continuidade do “ritmo” gestionário vindo de trás, enquanto que a segunda das citadas se dispunha alterar a dinâmica procedimental instalada, acentuar a democraticidade na formação das opções políticas da estrutura e manifestar um maior empenho no diálogo com os representantes dos diferentes órgãos nacionais do partido, sempre com o propósito de, salvaguardando os interesses maiores deste, dignificar também sempre mais o papel interventivo da CPD do Porto naquela que é a dinâmica nacional do CDS.

Sem margem para quaisquer dúvidas que a Comissão Política Concelhia de Gondomar (CPC) fez, desde cedo, a sua opção, colocando-se ao lado de Fernando Barbosa, pugnando por colaborar numa efetiva renovação da realidade funcional da CPD do Porto. Neste contexto Gondomar viu a sua representação relativa neste órgão distrital claramente potenciada, mediante a inclusão de quatro membros da sua estrutura concelhia na lista de Fernando Barbosa, o que implicou um aumento para o dobro da sua presença na CPD.

As eleições aconteceram e o resultado não poderia ter sido mais inequívoco, com uma vitória relativamente folgada da lista de Fernando Barbosa, atribuindo um largo efeito útil à convicção de todos quantos se esforçaram por sensibilizar os militantes para a bondade da candidatura. O júbilo foi grande de quem partilhou, direta ou indiretamente, este projecto. No entanto, tal vitória, mais que uma compensação pelo esforço, representou e representa, em cada dia que passa, uma grande responsabilidade de todos os eleitos em saberem fazer mais, em saberem fazer melhor, pois assim sendo, será todo o partido a ser mais credível e, por consequência, todo o País a beneficiar.

, ,