À terceira será de vez ou não há duas sem três?

No próximo fim-de-semana joga-se, de novo, o sempre apaixonante derby de Lisboa. Sporting e Benfica medem forças numa partida referente à Taça de Portugal, mas desta feita na casa dos leões. As águias estão com o orgulho ferido, deixaram escapar a Supertaça, perderam 3-0 na Luz há

poucas semanas, e espera-se uma atitude bastante diferente neste jogo. Resta saber se Jorge Jesus não terá já um plano tendo em conta todos esses ajustes que, à partida, serão feitos por Rui Vitória. Anteriormente, evidenciei a qualidade dos verdadeiros desequilibradores destas duas equipas. Porém, conseguir o equilíbrio é fundamental e o futebol não foge à regra. Neste duelo muito particular teremos um português diante de um grego, William Carvalho e Andreas Samaris. Estamos perante dois médios que simplificam o jogo das suas equipas. Em momentos de aperto nunca perdem a clarividência e são de uma frieza enorme dentro das quatro linhas. Imperiais no desarme, cobrem os espaços de forma inteligentíssima e com a bola no pé estão cada vez melhores. Mas algo que fica, de facto, na memória de todos os adeptos do futebol é a forma como estes doseiam na perfeição os ritmos do jogo. São verdadeiros maestros que passam muitas vezes despercebidos.

Relativamente à competição mais importante do futebol português, quase um terço do campeonato está ultrapassado e o Sporting de Jorge Jesus continua sem uma única derrota e apenas com dois empates. É das poucas equipas no continente europeu que ainda não tem derrotas na Liga, sendo que a única dos principais campeonatos que tem somente vitórias é o Olympiakos, uma formação orientada, curiosamente, por um outro português, Marco Silva. Se os desempenhos na Europa não são os melhores – a humilhação na Albânia foi um verdadeiro desastre – a nível interno esta equipa leonina tem conseguido fantásticos resultados. Em forma de contraste, FC Porto e SL Benfica estão atrás na Liga, mas a campanha europeia tem corrido às mil maravilhas, coroando os excelentes resultados com boas exibições. Após dez jornadas, Rio Ave e Sporting de Braga merecem igualmente destaque, dado que, quanto a mim, são as duas principais equipas que este ano poderão causar mais dificuldades aos três grandes. Contam com jogadores importantes, Tarantini, Bressan e Joris Kayembe têm atuado a grande nível pelos vila-condenses, já Stanislav Kritciuk, Rafa e Hassan são as principais estrelas dos guerreiros do Minho. Devo elevar ainda os dois treinadores em questão, Pedro Martins e Paulo Fonseca estão recheados de competência e contam com excelentes trabalhos no passado, Marítimo e Paços de Ferreira são os exemplos perfeitos.

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