A verdade e a mentira na última Assembleia Municipal

Na última Assembleia Municipal a CDU foi acusada infundadamente pelo presidente da Câmara Municipal de mentir relativamente ao que está previsto para o projeto do Parque Urbano de Rio Tinto. É, pois, necessário, esclarecer os gondomarenses da verdade dos factos para que não subsista qualquer dúvida sobre quem fala a verdade e sobre quem persiste em ocultar descaradamente a realidade dos factos.

Pois bem, a CDU confrontou o presidente da Câmara Municipal exigindo que esclarecesse as declarações que prestou a um jornal local no qual referiu, convictamente, que o Centro Cívico de Rio Tinto não teria mais betão. Por não corresponder à verdade a CDU exigiu que, de uma vez por todas, o presidente da Câmara Municipal assumisse publicamente a posição que teve aquando a revisão do Plano Diretor Municipal de Gondomar (PDM).

Relembro os gondomarenses que por iniciativa do presidente da Câmara Municipal o PDM foi alterado de forma a dar capacidade construtiva aos terrenos da chamada “Quinta da Boavista” (que integra o Centro Cívico de Rio Tinto) que anteriormente estavam classificados como espaços verdes.

Ou seja, o executivo municipal do PS optou por dar a possibilidade aos proprietários da “Quinta da Boavista” para que num futuro mais ou menos próximo possam construir no Centro Cívico de Rio Tinto, em detrimento de todos os gondomarenses puderem usufruir de um Parque Urbano com outra dimensão e outras condições de lazer e recreio conforme era a pretensão da CDU e conforme, em momento bastante oportuno, foi pretensão do PS de Marco Martins quando fez desta uma das suas promessas eleitorais em 2013.

Face a tudo isto, a CDU questionou, questiona e questionará as opções tomadas, e continuará a denunciar a persistência revelada pelo presidente da Câmara Municipal em não assumir a opção que teve procurando num jogo hábil de palavras escamotear a verdade dos factos e ter ainda a insensatez de acusar a CDU de mentir aos gondomarenses.

Não foi a CDU que colocou o PDM em discussão pública dizendo aos gondomarenses que os terrenos da “Quinta da Boavista” estavam classificados como espaços verdes e que depois, ao arrepio dos princípios democráticos, quando apresentou a versão final, que já não podia ser objeto de discussão pública, concedeu capacidade construtiva a esses terrenos.

Não foi a CDU que fez uma opção em que se privilegia o direito privado em prejuízo da dos interesses e anseios da população gondomarense.

Não foi a CDU. Foi o PS de Marco Martins, estando convicto que a maioria dos socialistas não se reverá nestas opções.

Estou certo que os gondomarenses reconhecem à CDU a honestidade nas posições assumidas.

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