A vontade de um Povo

O dia 9 de março de 2016 ficará registado como o dia em que tomou posse o XX Presidente da República que, os portugueses, por maioria absoluta, escolheram no passado dia 24 de janeiro, através de sufrágio livre, direto e universal.

Um Presidente da República que esteve igual a si próprio, com os olhos postos no horizonte, não esquecendo quem o antecedeu no desempenho de tão nobres funções. Um social-democrata, um verdadeiro homem de afetos, de reconhecida inteligência, carácter, sabedoria, audácia e com uma energia contagiante.

Mas, de todas estas qualidades, a que dou maior destaque, é ao lado singular e humanista que tão bem caracteriza Marcelo Rebelo de Sousa. Acredito que nada na vida acontece por acaso, e esta não será uma exceção, temos um Presidente que exercerá o seu mandato de forma inovadora e invulgar, muito importante no momento político que atravessamos, também ele muito diferente, mas complexo.

Os portugueses precisam de alguém que lhes transmita esperança e otimismo e nada melhor que um Presidente de emoções, genuíno, próximo das pessoas para criar um clima de positivismo, que nos faça acreditar no nosso valor, na capacidade de ultrapassar obstáculos, de arriscar, de seguir em frente sem perder tempo com atitudes mesquinhas e conceitos vulgares vazios de conteúdo.

Na sua tomada de posse, com momentos de uma agradável informalidade, houve, naturalmente, um juramento de compromisso com a Constituição da República Portuguesa, cujos princípios tantas vezes vemos proclamados pelas bancadas mais à esquerda, mas que, curiosamente, desta vez não as conseguiu contagiar, reacção adversa à vontade de um Povo e aos valores democráticos.

No seu discurso, agregador, Marcelo falou-nos da língua, dos símbolos, do sangue, de coragem, mas também de memória e da liberdade de que nunca devemos abdicar nas nossas escolhas e gestos, recordando momentos ímpares que nos fizeram avançar ao longo da nossa história.

Já no Porto, citando Sophia de Mello Breyner e Miguel Torga, mencionou características próprias das suas gentes, como o “amor à liberdade, o exemplo de trabalho e gosto de luta e de combate, que nunca cedeu ao desalento, ao pessimismo, ao derrotismo, virtudes que devem ser assumidas sem complexos e com desassombro”.

Mas, Marcelo sabe, melhor do que ninguém, que o esperam momentos solitários, difíceis, decisivos e cruciais que marcarão para sempre o presente e o futuro do País que durante estes dias ganhou força e alento, imprescindíveis no cumprimento da missão que os portugueses lhe confiaram.

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