Ainda o estado das instalações escolares no concelho

Na crónica passada abordamos a problemática do estado das instalações de algumas escolas no concelho, invocando dos responsáveis políticos, isto é, da atual maioria que gere os destinos do município, uma particular atenção para tal realidade, considerando tratar-se de uma vertente essencial da potenciação de um futuro mais capaz ou, pelo menos, mais preparado, por parte da população concelhia. Falamos particular mas referencialmente, da degradação física de escolas em Jovim, Foz do Sousa e S. Pedro da Cova.

O nosso propósito nas intervenções que fazemos nestas crónicas não é, nem nunca foi, questionar a competência ou lançar improdutivos anátemas sobre quem responsável pelas diferentes áreas relativamente às quais nos pronunciamos mas, pelo contrário, alertar para a ocorrência de tais realidades e para a necessidade de serem ultrapassadas as respetivas envolvências mais nefastas. Neste contexto esperamos sempre, que tais responsáveis interpretem os nossos alertas como contributos positivos para as concernentes áreas abordadas, motivando da sua parte a tomada das ações que se justifiquem, pelo menos, no sentido de minorar as inerentes repercussões mais desastrosas.

Ora, ouvimos dizer que a Sra. Vereadora da Educação, confrontada com o nosso alerta, terá referenciado tratarem-se de “casos pontuais” portanto, sem importante lastro no cômputo da realidade concelhia atinente com a matéria. Com efeito, surge-nos manifestamente desadequada a dita abordagem da Sra. Vereadora quanto ao teor da nossa preocupada chamada de atenção, pois limitamo-nos a ser referenciais não tendo querido ser demasiado taxativos na enunciação concreta dos casos, que obviamente a referida, melhor que nós, conhecerá.

Como demonstração de que se não tratam de meros exemplos pontuais, aproveitamos para reforçar as nossas preocupações enunciando mais três casos relativos (entre outros que poderíamos realçar), desta feita apenas na freguesia de S. Cosme, a saber:

– EB2 do Souto, – EB2 e Jardim de Infância do Vinhal, – EB2 e Jardim de Infância do Taralhão.

Em todos estes casos, as correspondentes instalações demonstram/exigem uma absoluta necessidade de intervenção reparadora, na medida em que deixaram de reunir as mínimas condições de uma utilização optimizada por parte das nossas crianças, competindo ao município obviar, isto é, reduzir substancialmente, os limites verificáveis “à vista desarmada”, de uma utilização adequada das instalações referentes a cada uma das identificadas escolas.

Podemos reconhecer que a conjuntura financeira do município não seja a melhor e que se torne complicada uma intervenção completa e definitiva nos casos que enunciamos. Contudo, justifica-se que não seja descurada a importância da qualidade, desde logo física, das nossas escolas, intervindo, pelo menos, na limitação dos exemplos mais preocupantes, uma vez que cremos ser pacífico o entendimento de que representam as instalações, um essencial elemento influenciador da qualidade do ensino ministrado no nosso concelho

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