Amo-te, Portugal… somos Campeões da Europa!

Viva Desporto - julho 2016

Cristiano Ronaldo levantou a taça em Paris / Foto: Direitos Reservados

10-07-2016, para sempre um dia meu, teu, nosso, vosso… Num jogo de uma vida, onde escorreram lágrimas inesquecíveis, foram dados abraços apertados de felicidade e as cantigas duraram até que a voz permitisse. Momentos verdadeiramente memoráveis, onde passamos dos sonhos à realidade… para toda a eternidade!

“La pelota no se mancha”, o futebol acaba sempre por ajustar todas as contas. Quarenta e um anos de desilusões, declarações francesas que debitavam arrogância, Éder constantemente achincalhado de forma injusta, Ronaldo acusado de não ser um verdadeiro líder…

E agora, amigos conquistadores?! Onde ficamos? Ficamos na história! Para sempre na história do futebol! Com um golo fantástico de Éderzito e com dois comandantes fora de campo nos minutos finais… Porque a cumplicidade entre o profeta Fernando Santos e a lenda Cristiano Ronaldo é absolutamente inspiradora!

Os Deuses do Futebol estiveram connosco e finalmente vencemos o tão desejado Campeonato da Europa, em Paris! Quero agora fazer uma pequena homenagem ao homem do momento, que ouviu e leu tanta coisa injusta a seu respeito…

Éderzito nasceu na Guiné-Bissau e aos cinco anos, quando muitas das crianças adormeciam no colo dos pais, foi entregue a uma instituição de caridade.

Éder Lopes, o matador de luva branca, deu-nos a todos uma lição de superação… Depois de três operações complicadíssimas, passagens mal sucedidas por alguns clubes, acusações e constantes piadas de mau gosto, o avançado pensou em desistir do futebol… Até mesmo da própria vida. Mas fechou-se na sua bolha, acreditando sempre que o melhor ainda estava para chegar… E não é que chegou mesmo?! O nosso número 9 foi verdadeiramente decisivo no jogo mais importante da nação!

Um remate que levava fogo de um homem que renasceu como a fénix e que chegou a trocar golos por costeletas quando a fome era negra.

Depois de tudo não dedicar um texto a este ponta de lança seria o mesmo do que achincalhar, durante anos e anos, um homem que encheu de alegria um país inteiro! E para isso, caros leitores, para isso não contem comigo.

, ,