Balanço

Estamos no fim de mais um mandato autárquico e, a verdade, é que os gondomarenses já perceberam que após vinte anos de uma gestão insípida e cumprida sem um projecto ordenador, ou minimamente focado em transformar o paradigma de mediocridade na modernização do concelho, tudo se foi mantendo nestes últimos quatro anos, com o Partido Socialista absolutamente incapaz de trazer à governação autárquica uma nova dinâmica, uma nova alma impulsionadora de um registo diferente e capaz de incutir na comunidade gondomarense o necessário impulso potenciador de uma definitiva vocação de aproximação à modernidade.

A atual gestão socialista, apanhada de surpresa que foi pela vitória eleitoral de há quatro anos, não se conseguiu desenvencilhar desse inesperado resultado, mantendo-se inadvertidamente presa à euforia da vitória, não almejando entender as novas responsabilidades de que, sem contar, passou a estar investida, e criar uma dinâmica de mudança da realidade gondomarense que urge, sempre mais, fazer-se com que aconteça.

Não o fez mas podia tê-lo feito, pois inúmeras foram as ideias, os reparos, as dicas, que o CDS/ PP designadamente através destas crónicas, lhe votou, sempre na expectativa de poder contribuir, enquanto oposição, para a dinamização das muitas potencialidades municipais, no cumprimento da noção que sempre tivemos de que, bem mais que dizer mal, se impõe a uma força política na oposição intervir critica mas proativamente, disponibilizando soluções para as diferentes ingências da sociedade em que está inserida.

O CDS/ PP, nestes últimos quatro anos, pautou o seu comportamento político em Gondomar, nos vários órgãos em que se encontra representado, por uma responsável postura de contribuição ativa na conformação de soluções, no deixar governar quem mereceu tal legitimidade dos eleitores, mostrando-se claramente um partido adulto e sempre direccionado para o bom propósito das questões colocadas a discussão.

Os gondomarenses invocam e merecem, enquanto comunidade, uma equipa municipal coesa e competente, que pense o concelho numa perspetiva de efetiva mudança do paradigma estacionário em que tem estado mergulhado. Devem, por isso, alterar também a exigência com que escolhem os seus representantes, sendo tempo de considerarem, nas suas opções, a qualidade dos candidatos das diferentes candidaturas. A candidatura da coligação “Gondomar no Coração”, reúne inequivocamente todo um acervo de candidatos com profundo conhecimento do funcionamento autárquico, com uma vasta experiência na organização de processos multissectoriais, podendo garantidamente contribuir para o exercício de uma governação autárquica sabida, pragmática e com conhecimento de causa. Estamos portanto, no tempo dos gondomarenses apurarem critérios e valorarem na sua escolha quem tem melhores argumentos nos projetos que mostram querer cumprir e melhores protagonistas para os desenvolver.

Chega dos gondomarenses se deixarem motivar por quem lhes promete dar tudo mas que, a experiência dos últimos largos anos, nos tem demonstrado preocuparem-se bem mais, com os seus interesses pessoais e egoísticos.

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