Câmara Municipal de Gondomar “descompromete-se” com a criação de um Parque Urbano em Rio Tinto!

Por António Valpaços

Na proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Gondomar, que esteve recentemente em discussão pública, os terrenos da chamada “Quinta da Boavista” estavam classificados como espaços verdes, pelo que se entendia que o executivo do PS deixava em aberto que iria cumprir a promessa eleitoral de criar nesse espaço central de Rio Tinto um parque urbano que unisse a Quinta das Freiras ao Parque Oriental da cidade do Porto.

Para o espanto e revolta da população mais atenta, na versão final aprovada pela Câmara de Gondomar no passado dia 25 de junho, foi alterada a proposta inicial do PDM, sendo que foi dada capacidade construtiva à maior parte do terreno referido, impedindo, desta forma, a população de Rio Tinto de poder vir a usufruir de um Parque Urbano digno desse nome.

A agravar toda esta situação o executivo de maioria PS dispõe-se a pagar ao proprietário daquele terreno o valor de 825 mil euros, pela ocupação da faixa de terreno onde foi construído o arruamento que serve, fundamentalmente, a futura urbanização e da faixa de terreno correspondente ao antigo leito natural do rio Tinto, entre o arruamento e a linha do Metro, que nem serve para plantar seja o que for.

É preciso relembrar que a construção do arruamento em causa (pago por todos os gondomarenses), poupa ao proprietário os gastos com as infraestruturas que, necessariamente, teria que suportar para urbanizar um terreno, ao qual – repentinamente e sem qualquer justificação técnica – a maioria PS decidiu dar capacidade construtiva.

Paralelamente, na última reunião de Assembleia Municipal no passado dia 29 de junho, a Câmara Municipal pretendia aprovar este negócio que é em todo semelhante a outras “negociatas” celebradas pelo anterior executivo municipal.

No entanto, sentido o descontentamento da população e também o descontentamento de muitos dos eleitos municipais decidiu adiar a aprovação deste negócio contudo, quando a CDU questionou se esta decisão era para manter não obteve qualquer resposta, o que diga-se, não é nada de novo.

Sendo certo que o “negócio” tem que merecer a aprovação em reunião de Assembleia Municipal apelamos à população para que se manifeste contra tudo isto, pela defesa de um Parque Urbano para Rio Tinto e para que negócios deste tipo passem, de uma vez por todas, a fazer parte exclusiva do passado.

É caso para dizer que mesmo com a saída de Valentim Loureiro e dos seus pares as “negociatas” em torno de terrenos e a especulação imobiliária não terminaram no nosso concelho.

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