Com licença, queremos viver

O governo tem feito as parangonas dos jornais com diversos anúncios recentes sobre a saida á irlandesa de Portugal.
Percebemos que há aqui notoriamente, uma tentativa de colar o trajeto que Portugal teve durante o período de intervenção da Troika e agora de transição ao projecto irlandês. Fazendo um pouco essa anologia o Bloco de Esquerda apresentou no passado dia nove um projecto de lei que visava responder à irlandesa a uma das maiores dificuldades que temos no nosso país. Existe atualmente em Portugal um numero elevadíssimo de pessoas no desemprego com mais de metade sem qualquer apoio social.
É perante este flagelo que o Bloco de Esquerda tenta responder à necessidade de dar apoio àqueles que estão agora completamente desportegidos. Ao darmos apoio a estas pessoas estamos de facto a transpor para a lei Portuguesa aquela que é a realidade da lei irlandesa. Existe atualmente na Irlanda apoio para todos aqueles que estão no desemprego sem limite temporal. Nós não fazemos uma transposição direta mas levamos como boa ideia de que ninguém diz que uma proposta destas merece justificação financeira, mas todos nos lembramos que o governo PSD/CDS não teve falta de solidariedade com os mercados financeiros ou, particularmente até, com o sistema bancário que contou com 12 mil milhões de euros para a sua recapitalização. É bom que se saiba que mais de metade desse dinheiro está parado numa conta bancária sem ser utilizado, esse dinheiro deve ser utilizado para salvar as pessoas.
O projeto que apresentamos tinha medidas concretas: 1 – diminuir o prazo de garantia para aceder ao subsídio de desemprego de 365 para 180 dias, num período de 24 meses imediantemente anterior à data do desemprego; 2 – diminuir o prazo de garantia necessário para aceder ao subsídio social de desemprego a todos os desempregados de longa duração e prolongar a sua atribuição até serem inseridos no mercado de trabalho ou atingirem a pensão de velhice; 3 – permitir o acesso à pensão de velhice por antecipação de idade a todos os desempregados que cumpram os requisitos de idade, carreira e carreira contributiva, independente de estarem a receber subsídio de desemprego.
Esta era a saida à irlandesa que os Portugueses queriam mas o PSD/CDS com  abstenção do PS recusaram.

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