Confiança

Decorreu no fim-de-semana dos passados dias 11 e 12 de Janeiro em Oliveira do Bairro, o XXV Congresso do CDS/ PP.
Quem lá esteve não deixou de experimentar um grande clima de confiança, percebendo que nas cúpulas do partido se vive uma enorme esperança no futuro próximo do país.
Com efeito tratou-se de um congresso onde o debate interno não deixou de se fazer de forma viva, corajosa, mas também responsável, sem que, portanto, fosse posta em crise alguma importante valência das atuais responsabilidades do partido.
Efetivamente os “críticos” da direcção federados na liderança de Filipe Anacoreta Correia, manifestaram de forma livre e até acintosa as suas divergências para com a estratégia seguida, fomentando um salutar confronto de ideias e opções que muito contribuiu para o reforço da responsabilidade e credibilidade do papel do CDS/ PP no seio do governo. Naturalmente, a liderança do Sr. Dr. Paulo Portas, com o qual estamos solidários, saiu inequivocamente vencedora com a sua moção de estratégia a ser votada com mais de 80% dos congressistas. Apesar de Anacoreta Correia ser sustentável em vários dos “apartes” que invocou e de objetivamente ter havido alguns “tiros no pé” por parte do Sr. Dr. Portas, designadamente no último verão, a verdade é que a conjuntura do país, claramente nos obriga, por um lado a ser flexíveis e moderados na aferição da ação governativa e, por outro, a sermos unidos no partido, apoiando o trabalho hercúleo que o governo e os nossos ministros em particular, têm tido e continuarão a ter pela frente.
Todos temos que perceber que o “acerto” de contas do país só poderia ter sido feito com “dor” e que, sempre que dói mais, se torna também mais legítimo a todos vociferarem contra a situação.
Nem tudo está bem com certeza, no entanto e gradualmente, o país tem vindo a “trocar de agulha”, começando a disseminar-se, em diversificação, melhores notícias para os portugueses. O congresso do CDS/PP não deixou de ser neste contexto, enquanto partido do governo, um evento positivo para todos, pois demonstrou que, independentemente das enormes dificuldades, o partido se apresentou responsável, mas igualmente mais maduro, adulto e fiável, características essenciais para o reforço da esperança dos portugueses.

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