Continuar a luta para afirmar Abril e defender a Constituição

Apurados os resultados eleitorais, e não obstante o resultado obtido pela candidatura de Edgar Silva ter ficado aquém do valor e dos objetivos a que se propunha, as Eleições Presidenciais confirmaram a importância do PCP intervir com uma voz própria e autónoma no debate sobre o papel do Presidente da República.

A candidatura de Edgar Silva foi a única que colocou no centro do debate político a defesa da Constituição e a sua importância como referência fundamental para um outro rumo político, de garantia do direito do povo português a um caminho de progresso e justiça social.

Foi a candidatura que se afirmou de esquerda, com os valores de Abril como referência e que assumiu a defesa dos interesses dos trabalhadores, do direito ao trabalho e do trabalho com direitos, da liberdade, da justiça social, da soberania e independência nacionais e da paz.

Foi a candidatura que tomou partido, assumiu o combate à corrupção e às injustiças sociais e deu voz aos problemas dos homens, mulheres e jovens portugueses, propondo soluções para responder às suas aspirações.

Foi a candidatura que, com milhares de iniciativas em todo o país, fez do contacto direto, da proximidade aos trabalhadores e ao povo e de ações de esclarecimento, o seu quotidiano.

Silenciada que foi, pela comunicação social, a dignidade da candidatura de Edgar Silva, a sua justeza e a força do coletivo que a sustentou, conferiu-lhe uma marca única de entrega e convicção nos valores que defende, os valores de Abril.

A eleição para Presidente da República de Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato da direita, apoiado por PSD e CDS, constitui um fator negativo e suscita preocupações e inquietações.

As conceções de Marcelo Rebelo de Sousa quanto à Constituição da República, bem como o seu indissociável percurso no PSD e como agente da política de direita, não garantem um exercício na Presidência de vinculação aos valores e princípios constitucionais. A exigência de cumprir e fazer cumprir a Constituição não está assegurada, com este resultado eleitoral.

Será a luta, em todas as suas dimensões, o elemento fundamental para defender a Constituição da República – emanada de Abril, construída com o contributo dos trabalhadores e do povo português.

O PCP cá estará, como sempre esteve, nunca virando a cara à luta, para cumprir o compromisso assumido com os trabalhadores e o povo, na defesa dos seus interesses, afirmando Abril e exigindo o cumprimento da Constituição.

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