Cuidado com os truques… Até breve!

1- Passadas as eleições não faltam surpresas denunciadoras dos truques eleitoralistas da direita.

O anúncio da devolução de 35,3% da sobretaxa de IRS foi sol de pouca duração e, rapidamente, acabou reduzido a zero.

Será caso para dizer: “nada de novo na ocidental praia lusitana”.

Quem não se lembra das promessas do PSD, em 2011, de que não haveria reduções salariais, cortes dos subsídios de férias e Natal, nem subidas dos impostos, e tudo o que aconteceu ao longo dos últimos quatro anos?

Com falsas promessas e malabarismos lá foi a direita tentando enganar-nos a todos.

2 – Daqui a pouco mais de um mês seremos chamados às urnas de voto para escolher um novo Presidente da República e quase ainda não demos por isso. A proximidade em relação ao calendário das legislativas e o arrastamento do processo de formação do Governo, afetaram irremediavelmente a campanha para a eleição presidencial.

O candidato da direita, Marcelo Rebelo de Sousa, depois de ter passado anos-a-fio em campanha eleitoral nas suas prédicas dominicais, ao estilo das “conversas em família, fez o cálculo e percebeu a oportunidade de “surfar a onda” do adormecimento popular.

Aí o temos, agora, qual ágil contorcionista, a piscar, simultaneamente, um olho à direita e outro à esquerda.

Da festa do Avante, à apresentação de candidatura na “Voz do Operário”, passando pelos mais conservadores circuitos da igreja, ” não há festa nem festança” em que não esteja Marcelo,  qual “D. ª Constança”. Como desfaçatez é coisa que, manifestamente, não lhe falta, prevejo que até ao dia da eleição vamos assistir diariamente aos mais inusitados truques de ilusionismo.

Mas não é disso que Portugal necessita. O país carece de restaurar a confiança nas instituições e a esperança no futuro. Precisamos de eleger um Presidente da República que reúna a visão do país e do mundo, a energia e a ousadia, necessárias à tarefa de unir e mobilizar todos os portugueses para a conquista de horizontes mais exigentes de desenvolvimento e justiça social.

Ou o povo de esquerda acorda e se reúne em torno de Sampaio da Nóvoa, ou teremos o dia 24 de janeiro convertido numa perigosa cerimónia de entronização que apenas trará instabilidade, no futuro. Depois, não digam que não avisei!

3 – Em janeiro, não me encontrarão aqui. Após quatro anos de crónicas mensais é tempo de fazer uma pausa para poder concentrar-me em novos desafios. Não é um adeus, é um até breve! Andarei por aí e prometo voltar! Bom Natal e um Feliz 2016!

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