Defender o “Polis”

A infraestrutura “Polis” de Gondomar tem vindo a tornar-se, cada vez mais, numa importante referência de lazer para muitos gondomarenses, que o utilizam para retemperar o equilíbrio físico e psicológico como também para o convívio de amigos e familiar sendo, e tendencialmente mais, um destino quase que quotidiano dos gondomarenses, de todas as idades.

Tal importância, sempre crescente, exige uma particular responsabilidade da concernente entidade gestora – a Câmara Municipal – que, com certeza já percebeu quão estratégica é a influência do “Polis” no potenciar do bem-estar de tantos munícipes. Ora, e apesar de assim ser, a verdade é que tem sobrado uma inusitada apatia dos responsáveis municipais na sua gestão, a qual devendo ser pró-ativa, isto é, interligada com a sua relevância e com a cativação de novos utilizadores motivados pela qualidade funcional que suporta, se tem mostrado antes “levezinha” e desligada da essencialidade que granjeou desde que foi colocada ao serviço dos gondomarenses.

São várias as omissões patenteadas pelos atuais responsáveis municipais, na prossecução de uma boa gestão de tão inestimável equipamento municipal que, a persistirem, conduzirão obviamente a uma degradação que não sendo, por ora, dramática, se tornará bem mais difícil de reverter depois, para além dos perigos ampliados para a integridade de quem dele usufrui.

Assim, cremos competir ao Município assumir uma diferente postura relativa e que melhor salvaguarde a boa funcionalidade do “Polis”, pelo que urge:

– Defender a qualidade da sua área envolvente, nomeada e prioritariamente das praias fluviais de Gramido e Ribeira de Abade cuja salubridade das suas águas muito deixam a desejar, por influência de descargas indevidas emergentes de um funcionamento que continua, no mínimo, impróprio, da ETAR de Gramido. Agora que o Verão se iniciou e que a afluência às ditas praias se exponencia, torna-se avisado proceder-se à limpeza e desmatação dos respetivos areais como à realização de análises sistemáticas à qualidade das suas águas, por forma a se salvaguardar a saúde dos seus vários utentes, designadamente e em função dos resultados obtidos, mediante a colocação de painéis advertindo todos para ali se não banharem, caso tal se justifique. Igualmente se impõe neste período de verão, a garantia de funcionamento pleno (sete dias por semana), das casas-de-banho situadas junto à Casa Branca de Gramido e Lavandeira.

– Cumprir-se a manutenção e reabilitação ao longo do “Polis”, das suas diferentes áreas ajardinadas, sinalética, recipientes para resíduos e bebedouros.

– A colocação de novos passadiços em zonas que se mostrem mais críticas, intervindo desde já e transitoriamente nesses espaços, enquanto a respetiva substituição se não consuma.

– A limpeza de paredes, muros e bancos vandalizados, nomeadamente com grafites.

Sendo as aduzidas intervenções aquelas que defendem a eficiência mínima do equipamento “Polis”, importa que os responsáveis municipais interiorizem a noção de que não basta promover a criação/instalação de novos equipamentos, tornando-se fundamental que ab initium haja a preocupação pela inerente conservação, sob pena de se poderem transformar em indecorosos “elefantes brancos”, beneficiando ninguém.

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