Desafios

1 – O 13 de Novembro

A velha França, bastião da liberdade, foi alvo de mais um ataque terrorista, dentro de uma tenebrosa sequência reivindicada pelo autodenominado Estado Islâmico.

A violência saiu à rua com toda a brutalidade, atingindo espaços de diversão onde a uma sexta-feira, pacatos cidadãos se divertiam, tornando bem presente que ninguém está imune a este tipo de atos. Facto que gerou uma forte identificação com as vítimas.

O espaço mediático e as redes sociais encheram-se, de imediato, de reações e comentários de diversos líderes mundiais, comentadores e cidadãos anónimos.

Nos próximos dias discutir-se-á muito sobre as questões de segurança e do combate ao terrorismo. Todas as ideias serão válidas se caminharem no sentido da busca de soluções que nos fortaleçam, sem cedências ao medo e ao ódio. Caso contrário seremos nós a dar a vitória àqueles que, acima de tudo, pretendem aniquilar os progressos civilizacionais conquistados por força da afirmação dos valores da liberdade e da democracia.

Os comentários imediatamente ensaiados contra os refugiados e contra o seu acolhimento pelos diversos países europeus, merecem-me uma repulsa proporcional à que sinto diante dos ataques terroristas. É necessário que se entenda, rapidamente, que os refugiados são as primeiras vítimas dos grupos que enquadram estes terroristas e que ao procurarem asilo na Europa tentam sobretudo salvar as suas vidas, fugindo à violência que aqueles fazem reinar nas suas terras de origem. Fechar, pura e simplesmente, as nossa fronteiras significaria negar os valores humanistas sobre os quais se alicerçou a construção da Europa e ceder aos objetivos destes radicais.

O que importa, e não podemos iludir mais esta questão, é encontrar uma estratégia global de combate ao terrorismo assente, entre outros: na identificação e destruição dos canais de financiamento- pondo termo à compra de petróleo e obras de arte ao Estado Islâmico; no combate às redes de circulação ilegal de armas; no controlo e desativação dos canais de recrutamento; na resolução das causas que lhe são subjacentes.

2- O fim do arco do poder

Vivemos um tempo desafiante, marcado pelo desmoronar de velhos conceitos e formas de análise da nossa realidade política. A velha ideia de que jamais seria possível qualquer entendimento à esquerda, não passa, agora, de um mais um mito que ruiu.

Termine como terminar o processo para indigitação de um novo Governo, o xadrez político nacional está definitivamente mudado e a democracia ganhou com isso.

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