É por aqui que tem de ser o caminho

Depois de termos aprovado a Tarifa Social de Energia que irá beneficiar mais de um milhão de famílias, em poucas semanas o número de beneficiários passou de 140 mil para os quase 700 mil.

Com o fim das execuções fiscais desde o passado dia 23 de maio foram já suspensos 1210 procedimentos de venda de prédios urbanos.

A lei aprovada em janeiro pelos partidos que sustentam o governo, PS/BE/PCP/PEV, impediu que 1210 famílias fossem despejadas.

O Bloco de Esquerda sempre defendeu que quem já perdeu tudo não pode ver ser-lhe retirada também a sua casa. Não podem recair sobre as famílias já endividadas mais sacrifícios para salvar os bancos como acontecia até aqui.

Convêm lembrar que, desde 2014, mais de seis mil famílias perderam a sua casa. É agora a vez de defendermos a Tarifa Social Automática da Água, por isso, o Bloco propôs que a Assembleia da Republica recomende ao Governo a disponibilização às entidades Municipais, Intermunicipais, e Multimunicipais competentes do acesso ao mecanismo estabelecido para a atribuição automática da Tarifa Social da Energia como contribuição para a adequação e aperfeiçoamento as Tarifas Sociais da água já aprovadas.

Estamos no caminho certo para virar a página das políticas que traduziam a estratégia do empobrecimento do anterior governo do PSD/CDS-PP.

Temos de revogar muitas das leis que tantos danos causaram à maioria das pessoas.

O Bloco não deixará de lutar pela defesa das funções sociais do Estado e dos serviços públicos, na Segurança Social, na Educação e na Saúde.

Não aceitamos que milhares de pensionistas que trabalharam uma vida inteira vivam com pensões tão baixas, por isso, no debate do próximo orçamento para 2017 o aumento das pensões tem de ser uma realidade.

Os portugueses podem contar com o Bloco de Esquerda no combate sério á pobreza e às desigualdades sociais e económicas.

Podem contar com o Bloco, pela defesa duma economia assente no crescimento e no emprego, com qualidade e direitos, assim como no aumento do rendimento das famílias, bem como na criação de condições para o investimento público e privado.

Fica pois provado para aqueles que nos diziam de que não existiam alternativas à austeridade que elas existem. É preciso vontade política e governar para as pessoas e não como acontecia no anterior Governo do Passos Coelho e Paulo Portas.

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