É preciso olhar o futuro

Em breve começará o debate para o próximo orçamento de Estado. Os portugueses sabem que o Bloco de Esquerda é uma garantia de estabilidade e que tem cumprido cada palavra do acordo que assinamos. Que ninguém duvide que enquanto se cumprir este compromisso com o povo português de parar a austeridade e o empobrecimento, com medidas para servir o emprego, os salários e pensões, não será o Bloco de Esquerda a provocar crise política, instabilidade ou incerteza.

Da parte dos partidos da direita PSD/CDS, só podemos esperar o desejo de voltarmos o mais depressa possível ao tempo dos cortes de salários e pensões.

Muitas têm sido as pressões e chantajem para que o caminho que se iniciou em outubro seja rompido, desde Djsslbloem, presidente do Eurogrupo que tão desiludido ficou quando a multa a Portugal foi cancelada.

Temos de estar muito atentos com a Comissão Europeia pois, este mês começa o debate com o Parlamento Europeu para a suspensão de fundos estruturais a Portugal. Não será uma batalha fácil mas, da nossa parte, podem ter a certeza que lhes bateremos o pé e a Marisa Matias defenderá até ao limite qualquer tentativa de sanções a Portugal.

Nem estas nem nenhuma chantagem nos podem fazer perder a clareza das nossas razões. Lembram-se o que nos diziam, no último orçamento, que os cortes nas pensões eram inevitáveis e nem pensar em restituir salários, provou-se que assim não era.

Diziam-nos que o país não aguentaria três meses sem novas medidas de austeridade, e já lá vai quase um ano.

Há muito trabalho a fazer e é-nos exigida a mobilização de todos e todas quantos no nosso país não se resignam ao empobrecimento e à mediocridade da Direita.

No próximo mês quando se iniciar o debate na generalidade e também na especialidade, apresentaremos propostas em cada setor e área de intervenção.

O país sabe o caminho que temos feito e que continuaremos a fazer, temos um acordo para parar o empobrecimento em Portugal e é esse o compromisso que nos guia.

Em 2017 é essencial responder às pensões e atualizar o indexante de apoio social, que está congelado desde 2009 e com isso penaliza mais quem menos tem.

O próximo ano tem de ser o caminho da recuperação de rendimentos e não pode abandonar quem trabalhou uma vida nem deixar de fora as maiores vítimas da crise e da austeridade.

Exigimos que este seja o orçamento de combate ao privilégio para proteger o que é de todos.

A mudança política passa por aqui, trilhar um caminho novo, capaz de romper com as políticas dos últimos anos a que a direita PSD/CDS sujeitou o país, e dar esperança a um país inteiro num futuro mais digno.

Este é o compromisso do Bloco para o próximo orçamento de Estado.

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