É preciso parar este crime

Todos os anos se repete esta tragédia na vida de milhares de pessoas e que vai destruindo ano após ano a nossa floresta.
Este ano a situação tem sido ainda pior, pois, já perderam a vida até ao momento em que escrevo este meu artigo, cinco bombeiros e várias dezenas de feridos. Isto não acontece por acaso, todos sabemos que existe uma indústria organizada dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas, têm os mesmos objetivos de destruir floresta.
É tempo de não nos calarmos! Temos de exigir aos governos e às Câmaras Municipais, medidas que ponham fim a este flagelo que todos os anos se repete.
Gondomar é um território com uma densa mancha florestal que se encontra completamente desordenada e ao abandono. Infelizmente para o nosso presidente, a floresta não fez parte dos seus objetivos e preferiu apostar nos negócios do betão o que é lamentável, pois, se tivesse investido na nossa floresta todos ganhávamos com isso.
É necessário que o estado e as autarquias assumam diretamente o combate aéreo aos incêndios o mais rápido possível e isso passa pela compra e apoios aos meios necessários. Se o problema é financeiro suspendam os negócios dos submarinos e outros do género e invistam nos meios que ajudem a por um fim mais rápido no combate às chamas.
Ao longo dos oito anos que levo como Deputado Municipal, tenho sempre batido no sentido de a Câmara tomar medidas que ajudem a travar os incêndios mas, infelizmente as respostas têm sido ZERO.

É preciso travar este flagelo assim, deixo aqui algumas propostas:
1º Apoiar com todos os meios as nossas corporações de bombeiros;
2º Proibir todas as construções em zonas ardidas durante os anos previstos na lei para não acontecer aquilo que todos presenciamos, ou seja, aonde arde logo a seguir se constrói;
3º Incentivar e organizar a limpeza das matas promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, construindo centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

No próximo dia 29 de setembro vamos eleger um novo executivo. É o momento certo para todos aqueles que não querem mais do mesmo poderem mudar definitivamente aquilo que foram as prioridades de vinte anos de governação a olhar apenas para os negócios imobiliários.
O novo executivo terá de ter como prioridade a proteção da nossa floresta. É por aqui que tem de ser dada a resposta, o Bloco de Esquerda não virará a cara e travará todas as lutas que ponham fim a este crime.

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