Editorial – agosto 2017

Caros leitores,

As eleições locais para as autarquias fazem mexer todos os que se interessam pela terra e todos os que têm algum tipo de interesse no seu desfecho.

Em Gondomar as eleições são especialmente animadas, com candidaturas diversas e que mostram bem que a diversidade e a amplitude de propostas vão fazer com que a escolha dos eleitores seja mais informada e consciente.

Desta vez parece que a organização dos subscritores das listas independentes foi melhor e não se incorreram nos erros de há quatro anos, que levaram a que o movimento de independentes que geriu o concelho de 2001 a 2013 não conseguisse chegar aos votos. Mas não é por isso que não haverá polémicas, pois à volta de um líder forte – goste-se ou não – como Valentim Loureiro geram-se sempre muitas celeumas e divergências. Na sua própria lista parece que há quem não esteja contente e prefira desistir.

Do lado do poder socialista observa-se um fenómeno curioso que os psicólogos designam como “efeito de halo”; ou seja a ideia que fizeram tudo bem, como deviam ter feito e com as pessoas certas e que só resta ao povo reconhecer que são os maiores, votando neles. É por isso que o que apresentam é mais do mesmo, com as mesmas pessoas, o mesmo programa, as mesmas intenções e sem que se reconheçam os erros e os problemas.

Do lado da oposição natural à direita, vemos uma pré-campanha focada no lançamento de candidatos que, na sua maioria, são personalidades desconhecidas, o que obriga a um esforço de ganho de notoriedade que pode ser inútil se compararmos com aquilo que já está firmado quer por aqueles que geriram o concelho por muitos anos quer pelo executivo mais recente.

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