Editorial – janeiro 2018

Caros leitores,

Perguntamo-nos muitas vezes sobre o que faz a diferença na gestão das autarquias e se é verdade que o poder local tem muitas vezes pouco dinheiro e pouca capacidade de mobilização também é verdade que é ao engenho dos políticos que se deve o reconhecimento que advém de serem capazes de fazer muitas vezes muito com pouco.

Terminamos um ano em que Gondomar fez muito com pouco, especialmente nos eventos da Cidade Europeia do Desporto, em que a notoriedade e o reconhecimento que foram atingidos são o melhor resultado que se poderia ter para um concelho que é muitas vezes visto como dormitório do Porto, mas que tem provado por si próprio que quer ser muito mais que isso.

Contudo, há agora que passar para o ano de 2018 e procurar que se recentre a estratégia de Gondomar naquilo que é importante (diria mesmo essencial) e que é fácil de dizer, apesar de ser mais difícil de fazer: Gondomar precisa de desenvolver urgentemente uma política de desenvolvimento de projetos ancora que atraiam investimento e empresas. É verdade que temos recebido boas notícias a esse nível, mas é preciso que se passe das notícias às ações concretas e que se façam as obras.

E que não se perca o norte. A única maneira de promover o desenvolvimento e a melhoria da vida das pessoas é com o desenvolvimento económico sustentado. Se em Gondomar dependermos de outros para que os nossos munícipes se desenvolvam e melhorem de vida então não estamos a ser atrativos e a médio prazo perderemos a população que é capaz de se desenvolver.

Não deixem.

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