Editorial – janeiro 2019

Caros leitores,

No Vivacidade, iniciamos o ano de 2019 com fortes expectativas que seja um ano de muito trabalho e de muita valorização pessoal, o que é bem preciso e merecido. Não posso deixar de começar este primeiro editorial do novo ano com o agradecimento e retribuição de todos os votos de Boas Festas e de Bom Ano que recebemos.

Reconhecendo a necessidade de proceder a ajustamentos nos percursos, horários e frequência nos serviços de transportes, motivadas pela existência de obras e congestionamentos de trânsito, também temos que reconhecer que a forma de proceder a esses ajustamentos por parte dos STCP não é a que melhor serve as populações e corre-se o risco de sacrificar o interesse social às restrições financeiras.

O problema é que as restrições financeiras estão sempre a condicionar também os próprios proveitos dos STCP, pois a inexistência de um serviço eficiente de transportes em Gondomar tem implicações em toda a rede do Porto, nomeadamente traduzindo-se numa grande diminuição de utilizadores e, por consequência, na receita.

Uma rede ineficiente de transportes públicos obriga as pessoas a recorrer a outras soluções, como a utilização de viatura própria (isto para os que podem); ou a utilizar transportes de empresas completamente privadas, táxis ou ainda Uber’s.

Isto leva inevitavelmente a custos mais altos para as famílias, a uma maior degradação do meio ambiente e à existência de menos passageiros nos STCP.

É uma situação em que todos perdem.

A introdução de meios eletrónicos permite agora aos STCP fazerem uma leitura mais integrada dos passageiros, permitindo recolher informação sobre os inícios e fins de viagens e outros aspetos importantes para depois se poder racionalizar a rede.

Gondomar e Valongo são há muitos anos o parente pobre da zona metropolitana, pois são os únicos concelhos limítrofes do Porto que não dispõem, na sede do concelho, de acesso ao metro e à rede de transportes públicos integrada com a Área Metropolitana do Porto.

Até quando?

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