Editorial – julho 2016

Caros leitores,

Será que estamos condenados a ter líderes pequeninos e poucochinhos? A interrogação coloca-se por causa das eleições americanas, em que nenhum dos candidatos nomeados pelos partidos parece motivar a sério os eleitores. Tanto Trump como Clinton são muito maus e se um tem um percurso como empresário com momentos delirantes do ponto de vista da comédia pura, a outra tem engolido muitos sapos, aparentemente sem grande dificuldade, para se conseguir aguentar como candidata, tendo utilizado métodos ditatoriais como manipulação de votos para arrasar um candidato sério e correto (Sanders) mas que não tem problemas em exprimir o que lhe vai na alma.

Noutro lado do mundo, um líder ditatorial simula um golpe de estado para aniquilar todos os seus concorrentes e o direito de terem opinião diferente, prendendo mais de 13 mil pessoas sem que um político (onde andam os lideres?) do mundo ocidental se revolte e diga ao pequeno novo ditador que não o pode fazer. Mais, graças à evidente incapacidade militar europeia, à deficiente capacidade americana e à superioridade bélica russa (quem diria!) na região da Síria, é assustador que a Turquia seja um país de onde tudo se aceita e a quem ninguém, mesmo os arautos da defesa da democracia tem coragem de dizer não e que se continuar neste caminho vai ficar isolado, sozinho e com o mundo contra ele. Pelo contrário os telefonemas conhecidos, por exemplo de Obama, são de preocupação com o senhor presidente da Turquia, o novo pequeno ditador.

O que podíamos nós esperar dos lideres deste pequenino país quando nos grandes e muito ricos temos tão bons exemplos?

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