Editorial – julho 2019

Caros leitores,

Muitos acham que há fundos Europeus para desenvolver e construir as mais diversas infraestruturas, mas a verdade é que os fundos disponíveis obrigam a um planeamento muito antecipado e que nem sempre é alinhado com os projetos e programas concretos e imediatos que são sancionados nos planos de atividades das autarquias e que, por isso, os autarcas têm a obrigação de desenvolver.

E quando há tais fundos é preciso saber alinhar o crescimento e desenvolvimento dos projetos e dos programas com o respetivo financiamento, permitindo que os benefícios sejam potenciados e o melhor possível aproveitados pela população, que deverá ser o objetivo central de qualquer política de desenvolvimento do território.

Mas é preciso não esquecer que atrás do desenvolvimento e do crescimento das infraestruturas e da aquisição dos equipamentos vêm os custos de manutenção e de funcionamento que, na maior parte dos casos, já não são passíveis de financiamentos específicos, mas que muitas vezes fazem com que seja difícil manter em excelente estado aquilo que foi fácil de comprar ou de instalar para funcionar.

É por isso que a palavra sustentabilidade é cada vez mais utilizada na decisão de construção e de aquisição de equipamentos e de serviços e esta sustentabilidade passa por sermos capazes de manter e desenvolver os ativos existentes para lá do seu estado de novo. Sustentabilidade é também reciclar, reutilizar e renovar. Era bom que as negociações para o novo quadro comunitário (chamado para já Portugal 2030) tivesse fundos específicos para que quando construímos ou compramos a decisão seja pensada também tendo em conta a sustentabilidade e que existam fundos para reciclar e renovar.

Mas a sério!

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