Editorial – Maio 2014

José Ângelo Pinto - Administrador da Vivacidade, SA.

José Ângelo Pinto – Administrador da Vivacidade, SA.

Caros Leitores,

Esta edição do Vivacidade é dedicada especialmente às eleições europeias.
A comunicação social presta muito pouca atenção a estas eleições. Tem deixado que alguns candidatos e os respetivos partidos as tentem transformar numa espécie de referendo popular à visão que o povo tem do governo da nação. Ou seja, fugindo de um propósito claro e simples que é o objectivo destas eleições: os eleitos representarem o nosso país no parlamento Europeu.
O Governo e os ministros mais mediáticos também têm lidado mal com isto.
Atentos a estas dificuldades, no Vivacidade procuramos a opinião dos candidatos e os seus objetivos e muito nos orgulha termos sido capazes – apesar da nossa posição relativa de sermos apenas um pequeno órgão da imprensa local – de produzir entrevistas muito relevantes com todos os candidatos, em que os interesses do país foram colocados acima dos interesses mesquinhos dos partidos e por isso estamos muto orgulhosos de mais esta edição do nosso jornal.
Espero que este trabalho dê frutos, promovendo uma votação na nossa região que demonstre à Europa que o povo português sabe a importância de votar nas eleições Europeias e que não deixa de exercer o seu direito com toda a força e vontade, reforçada pelo reconhecimento que quem tantas dificuldades atravessou nos últimos tempos tem que ter, mas também com a certeza que é da participação de cada um que poderemos almejar a sermos melhores e ainda mais reconhecidos na Europa.
O que teria sido do nosso país se não fosse estarmos inseridos no Euro e na Europa nos últimos anos? É que as pessoas sentem no seu bolso que ganham menos. Há tantos casos de pessoas tão prejudicadas com as duras medidas que o resgate financeiro impôs. Mas é preciso sabermos continuar a dizer onde estão os culpados e continuarmos a explicar que se fosse noutros tempos, era a inflação que resolveria o assunto e escondiam-se assim os nossos problemas. Com o Euro isso não é viável nem possível.
Perderíamos mais dinheiro com uma inflação galopante; mas essa perda não era tão evidente e direta como quando eu sei que ganho menos 100 euros ou que pago mais 100 euros de imposto. Se fossem escudos, hoje o nosso escudo valeria muito menos do que os 200,48 Escudos que valeu cada Euro na conversão, pois os nossos governos teriam deixado que uma inflação galopante resolvesse o problema de ter que fazer cortes e ter que aumentar impostos. Era muito mais fácil ganhar eleições assim….
Nunca foi tão importante como hoje votar. Votar é mostrar as nossas escolhas e as nossas opções. E escolher nas eleições Europeias não parece difícil, dada a qualidade dos discursos dos candidatos e a qualidade relativa das listas que se apresentam a votação.

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