Editorial – maio 2017

Caros leitores,

A animação autárquica prossegue. Com o estabelecimento dos candidatos e com a perceção pública de quais são os seus posicionamentos sobre as principais opções do município, começa a ficar bastante mais claro o que nos falta e de que forma podemos vir a construir, com as nossas escolhas, um futuro porventura mais alinhado com aquilo que desejamos para os nossos filhos e netos.

Ou seja, o que vão herdar as futuras gerações? Há municípios em que essa preocupação é muito elevada. Há outros cujos dirigentes precisam de acudir a incêndios que lavram permanentemente na sua porta e que não conseguem edificar para o futuro.

Serve esta introdução para fazer, pela primeira vez neste editorial, um elogio profundo ao Município pela forma como soube resolver o problema da dívida existente à EDP.

Sendo verdade que a responsabilidade pela sua constituição é anterior a esta gestão e à gestão anterior de Valentim Loureiro e que uma parte substancial é resultado de juros do valor original, a verdade é que o Município deve, à data atual, cerca de 50 milhões de euros e é verdade que conseguiu um acordo em que vai pagar apenas e só 29 milhões, com um “perdão” de cerca de 20 milhões de euros.

Parece bom negócio e é um bom negócio. Pois, ao transformar dívida a uma empresa de eletricidade em dívida à banca está-se a utilizar as organizações para aquilo que elas deviam servir.

Dizem os críticos desta solução que agora os bancos vão levar juros enquanto a dívida à EDP estava negociada por Valentim Loureiro para não gerar novos juros. A ser verdade esta nota, é também verdade que 20 milhões de poupança dão para muitos juros.

Este acordo é um bom acordo para o Município e qualquer que seja o poder que venha a existir a partir de outubro será muito mais fácil gerir o Município com menos 20 milhões de endividamento, até porque Gondomar deverá sair do processo de endividamento excessivo municipal por causa deste acordo, libertando um pouco mais as gerações futuras.

Mas não se animem as ostes que possam pensar que agora o editorial do Vivacidade passou a ser um aplauso ao poder municipal.

Continuamos a demorar mais de 30 minutos a atravessar Rio Tinto. Não percebemos o famoso Parque Urbano… O que vai ser? Não sabemos como vamos fazer para ver todos os dias empregados das empresas que fazem obras no concelho a ignorarem as regras básicas do bom senso. E temos estradas com buracos por todo o lado! Estes entre muitos outros problemas e questões que o Município tem por resolver.

Mas sobre o acordo com a EDP o Município está de parabéns.

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