Editorial – maio 2018

Caros leitores,

Tenho muita dificuldade em imaginar o Parque Urbano de Rio Tinto concluído e estou muito curioso que esteja pronto para poder perceber melhor a forma como o investimento de quase três milhões de euros ficará concretizado.

Independentemente do facto de ter sido construído apenas e só com base no Orçamento Municipal, pois não foi possível enquadrar este financiamento em nenhuma linha de incentivos próprios, e do facto que, para os cofres municipais, quase três milhões de euros são muito dinheiro, a verdade é que Rio Tinto foi durante muitos anos esquecido pelo poder municipal e é bom – muito bom – que finalmente receba alguns investimentos estruturantes como este.

Tenho que confessar que opinei por diversas vezes que o fecho do acesso da rua da Ranha iria criar uma confusão adicional num local que já tem confusão de trânsito que chegue. Lá está, esta é uma daquelas situações em que no desenho e na teoria parecia confuso mas a verdade é que a solução técnica que foi criada, na prática até é muito satisfatória e funcional.

É por isso que estou muito expectante para ver o Parque Urbano pronto e com tudo a funcionar, pois acredito que a minha dificuldade de visualizar onde foram investidos estes três milhões de euros será rapidamente resolvida com a constatação das amplas ruas, das frondosas árvores, com toda a extensa zona verde e com todos os equipamentos de lazer, lugares de estacionamento, anfiteatro, cafés e esplanadas.

A verdade é que uma ampla zona verde com uma extensão de 36.500 metros quadrados no meio de uma cidade absolutamente urbana é obra merecida e necessária. Esta obra, complementada com as melhorias que estão a ser produzidas no leito do rio Tinto vão produzir uma cidade bem melhor e sorte vão ter os cidadãos que vão poder usufruir de tão magnífico espaço.

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