Editorial – março 2017

Caros leitores,

Aproximam-se as eleições autárquicas e, por Gondomar, começam agora a ser conhecidas as definições dos cabeças de lista dos partidos da oposição, sendo que o Partido Socialista, no poder desde 2013, já definiu há algum tempo os principais candidatos, não só ao Município mas também para algumas das freguesias e uniões de freguesias.

Claro que os cabeças de lista não são tudo. Os votantes têm demonstrado que já não votam apenas naqueles que lideram e querem saber quais são as listas de pessoas que os acompanham. E fazem bem, pois a colegialidade dos órgãos autárquicos é uma das maiores conquistas da democracia portuguesa, permitindo que as soluções validadas eleitoralmente ganhem depois uma maturidade própria perante a realidade da divisão dos votos.

Ao longo dos 10 anos de existência do Vivacidade em muitos editoriais apelei aos líderes partidários, aos representantes dos militantes, aos próprios militantes e até aos simpatizantes de todos os partidos para ajudarem a escolher pessoas boas, competentes, com experiência e com bom conhecimento dos problemas da nossa terra, pois são estas pessoas nas listas (independentemente dos seus partidos) que garantem que teremos boa gestão (bom governo e boa oposição) nos órgãos locais de Gondomar.

A discussão política dos grandes temas e dos cabeças de lista é importante. Apelo a que todos os que já referi para não se limitarem a comer a comida que outros confecionaram. É esse o esplendor máximo da democracia, de sermos livres e de podermos dizer o que pensamos. E ajudar a fazer a comida e não apenas comer aquilo que os outros fizeram. Não quero ser mal-entendido, eu sou um formalista e, por isso, no caso dos partidos, essas opiniões devem ser expressas nos sítios certos, ou seja, junto dos militantes que gerem os órgãos concelhios e locais e nas reuniões que são promovidas para esse efeito. E quando não gostam, queixem-se. Depois, se não forem ouvidos pelos órgãos concelhios, expliquem aos distritais ou nacionais. Em último caso à presidência do partido. É para isso que os partidos elegem órgãos, para representar os militantes. E percebam que não é ao contrário.

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