Editorial – março 2018

Caros leitores,

A recusa do Tribunal de Contas em dar visto prévio ao empréstimo que a Câmara Municipal de Gondomar pretende contrair para resolver o acumulado de dívidas com a EDP deveria fazer com que os gondomarenses aprendessem muito sobre o respeito que devem ter aos tribunais.

Gondomar tem uma longa história de pessoas que resolveram ignorar aquilo que os tribunais lhes escreveram, havendo até um putativo candidato à Câmara Municipal que resolveu (ou resolveram por ele) ignorar todas a indicações que lhe foram dadas para sanar os erros da candidatura, insistindo nos erros que o tribunal escreveu que deveriam ser resolvidos.

Espero que Gondomar tenha aprendido e que seja hoje possível desmontar o argumento principal para a recusa do visto, que têm a ver com o facto da dívida à EDP ter sido renegociada há uns anos e não está, portanto, ainda, vencida. Mas as declarações públicas que o plano A, B, C e Z é o tribunal dar seguimento ao recurso apresentado não nos descansam, pois qualquer gestor sabe que deve sempre planear o que será feito no caso das circunstâncias não ocorrerem como se gostaria.

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