Editorial – Novembro 2014

José Ângelo Pinto - Administrador da Vivacidade, SA.

José Ângelo Pinto – Administrador da Vivacidade, SA.

Caros leitores,

É um grande acontecimento um jornal local ter a sua edição número 100 a ser distribuída nas ruas.
Este jornal chega ao número 100. Todos os colaboradores: administrativos, jornalistas, editores, cronistas, acionistas, comerciais, designers e diretores (mais de quarenta pessoas colaboram regularmente e mensalmente com o jornal aos mais diversos níveis) são um enorme exemplo do profissionalismo, abnegação, dedicação, estabilidade, seriedade e respeito pela informação, pelas notícias, pela opinião e pelo resultado final.
Temos que fazer aqui uma enorme homenagem aos nossos anunciantes. Sem eles não seria de todo possível a existência e persistência do jornal e apesar de sabermos que anunciar no Vivacidade traz retornos concretos em negócios, também sabemos que há anunciantes cuja principal motivação é apoiar a existência do jornal e para todos é devido o reconhecimento pois são os nossos anunciantes que fazem com que seja possível chegarmos ao número 100.
Na mesma linha, merecem também um agradecimento especial os mais de 1.200 comerciantes, que distribuem o jornal e o levam até aos leitores sem qualquer vantagem ou lucro para lá da satisfação de ajudarem o jornal a chegar às pessoas. São um enorme exemplo de cidadania e de apoio da sociedade civil ao Vivacidade.
Curiosamente, o conceito original do jornal, espalmado na edição número zero, é muito semelhante ao que produzimos hoje. É semelhante e é muito diferente ao mesmo tempo. Porque, o conceito é basicamente o mesmo. A qualidade de cada artigo ou de cada crónica que publicamos não é muito diferente. Agora, tudo o resto mudou. Temos uma melhor imagem, muito mais forte e com muito maior impacto. Cobrimos hoje uma região que é, em população, mais do dobro da que tínhamos inicialmente. Temos hoje edições com 56 páginas, de forma regular. E o crescimento que tivemos a todos os níveis nunca deixou de ter em conta a qualidade, a verificação cuidada de todas as notícias e a absoluta liberdade de opinião que sempre proporcionamos nas nossas páginas a todos os que nelas escreveram.
O respeito absoluto pelos princípios editoriais que promovemos é uma das razões do nosso sucesso. É a independência entre a administração, a direção e a edição; de acordo com o cumprimento da lei, do estatuto editorial e das normas internas e é o conteúdo que é produzido pelos jornalistas, que fazem o seu julgamento independente sobre o interesse informativo e formativo das matérias.
Gostaria de terminar este centésimo editorial da mesma maneira que terminei o do número zero. Referindo o princípio básico que tem norteado e vai continuar a fazê-lo enquanto eu andar por aqui, pois a intervenção e os conteúdos deste jornal baseiam-se nas palavras de J. M. Maclean, editor do jornal “Manchester Guardian” que no seu jornal adotou o lema, “os factos são factos, mas a opinião é livre”. É este o princípio que também adotamos desde a primeira edição.
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