Editorial – Outubro 2014

José Ângelo Pinto - Administrador da Vivacidade, SA.

José Ângelo Pinto – Administrador da Vivacidade, SA.

Caros Leitores,

A liberdade de imprensa é uma das maiores conquistas do 25 de abril de 1974 e apesar de terem passado mais de 40 anos e duas gerações ainda não aprendemos tudo sobre o assunto e por isso não sabemos bem como lidar com ela.
Vem esta introdução a propósito da forma como alguma comunicação social tem atacado o potencial candidato a primeiro-ministro de um dos maiores partidos do nosso país, com ataques centrados não às suas ideias ou aos seus programas e objetivos mas nas suas características pessoais e individuais.
Infelizmente há muitos exemplos de liberdade de imprensa mal utilizada e se as entidades competentes souberem o que estão a fazer não vão faltar por aí processos avultados por causa de insultos gravíssimos e nem sempre a pessoas, muitas vezes a organizações cuja defesa é complexa, pois ao defenderem-se perdem mais do que ganham, ou a seres que não podem ou não sabem defender-se.
Felizmente que as pessoas de bom senso – a maior parte das pessoas – sabem distinguir estas diarreias esporádicas da verdadeira informação e comunicação e sabem também decidir quais são as suas escolhas de leitura tendo em conta a postura, a estabilidade, o bom senso, o conhecimento e a isenção das publicações.
Claro que surpreende sempre um pouco quando pessoas que sabemos terem bom senso e a quem reconhecemos também inteligência e conhecimento vão atrás do aparente lucro fácil de ter apenas o seu lado das histórias publicado e não estranham a inexistência de confirmação ou de contraditório. Mas aqui pela nossa terra já vimos isso muitas vezes… e também já sabemos que as pessoas de bom senso sabem perceber quando o trabalho técnico é profundo, incisivo e esclarecedor ou quando se trata de um discurso directo do próprio, tal como um folheto de campanha mas assinado por um “jornalista”.
Como também já ouvi muitas vezes aos amigos da esquerda, os cães ladram mas a caravana passa….
Jornalismo a sério não é nunca será feito de peças à medida. Nunca foi e connosco nunca será.

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