Editorial – outubro 2018

Caros leitores,

Nada como haver uma eleição com posições extremadas como a que vai ocorrer no Brasil, na segunda volta das eleições presidenciais, para se perceber que os extremos são perigosos e que se devem evitar.

Perguntei aqui há uns anos atrás se o mundo está condenado a ter líderes pequeninos e poucochinhos…. A verdade é que os protagonistas das eleições que tem havido pelo mundo são maus. Então se investigarmos um pouco os potenciais vice-presidentes do Brasil, conclui-se que são muito, muito maus. E, curiosamente, a probabilidade de um vice-presidente do Brasil vir a ser presidente é muito alta. Ou seja, podermos vir a ter uma extremista de esquerda ou de direita radical como presidente desse grandioso país que é o Brasil.

Só se explica este estado de coisas por causa da total insegurança que reina nas ruas daquele país e a total impunidade com que a corrupção ao mais alto nível tem ocorrido. A perceção de segurança que existe na Europa, particularmente em Portugal, e que consideramos um facto consumado é o que faz com que a Europa, em geral, seja um paraíso para viver, quando comparada com a América do Sul ou até mesmo a América do Norte. Ou com África…

É verdade que noutros países europeus se tem deteriorado a sensação de segurança dos cidadãos e isso explica o surgimento de outros extremistas. Também é verdade que aqueles que rapidamente apelidam alguns de extremistas o fazem sem conhecer a situação em concreto e o fazem apenas por terem sido induzidos a tal pela opinião generalizada.

O caso do Brasil é sintomático. Um dos principais problemas do país é a ausência de valores morais e de ética. O preço atribuído à vida humana é zero nas ruas das grandes cidades em que morrem todos os dias assassinadas por dez tostões centenas de pessoas. E é isto que na Europa a maior parte das pessoas tem dificuldades em compreender.

Ganhe quem ganhar, esperamos que consiga resolver este grande problema e fazer o Brasil grande. Outra vez.

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