Eleições

As eleições do próximo dia 26 não são para a Europa, são para os representantes de cada país-membro da União Europeia. Nessas eleições, é obrigação de cada português defender o seu país e eleger os seus representantes para o Parlamento Europeu.

Com a integração de Portugal na União Europeia, o país viu destruído o seu tecido produtivo passando a país consumidor dos produtos excedentários dos países mais ricos da UE. Para isto, muitos dos investimentos no país, nomeadamente na mobilidade, passaram a ser decididos pela Europa em prol da mobilidade transnacional, pois era preciso abrir caminhos para que os produtos fossem escoados para venda nos países periféricos como Portugal. Com isto, a mobilidade local foi esquecida, como é exemplo, bem próximo de nós, a finalização da linha do Metro em Gondomar, investimento que deveria ser exigido ao Governo pelo presidente da Câmara de Gondomar – em vez de andar a regatear uma linha que não serve a população de Valbom -, não dando qualquer garantia de que o metro chegue a Gondomar antes da próxima década. No entanto, uma simples décima do défice daria para o investimento necessário, não só para a linha do metro, mas para muitas outras necessidades das populações, nomeadamente de Gondomar, na criação de um parque industrial no Alto Concelho, no apoio aos pequenos e médios empresários para a criação de emprego, como é exemplo a proposta da CDU de diminuição da derrama, no apoio à produção nacional, etc.

Quem visitou a recente Expo Gondomar, sabe bem o quanto é confrangedor para os gondomarenses olhar para a pobreza do investimento e desenvolvimento do concelho.

Na verdade, as necessidades do país e das populações nunca foram tidas em conta nesta integração na UE de onde continuam a sair permanentes espartilhos ao investimento nacional e local com o governo minoritário do PS sempre pronto a sujeitar-se aos mandos da Comissão Europeia. Veja-se o que está prestes a acontecer com o novo tratado orçamental que prevê mais cortes financeiros para Portugal. Sabem os portugueses como vai o PS votar este orçamento? Ou se usará o seu poder de veto para impedir estes cortes para Portugal? Até agora nada foi dito pelo PS sobre este assunto, mas não nos será difícil adivinhar a posição dos deputados europeus, não só do PS, mas também do PSD e do CDS, tendo em conta as posições que sempre têm assumido. Depois de eleitos, rapidamente se esquecem que a sua função e prioridade deve ser defender Portugal na União Europeia.

Dos deputados da CDU sabemos o que contar. Têm provas dadas, defendendo lá o que defendem cá. Defendendo a promoção do emprego jovem com o aumento destes programas num total de 21 milhões de euros, defendendo a dignidade e a justiça para os idosos com a valorização das pensões e o direito a uma reforma digna, defendendo uma justa e equitativa distribuição dos recursos pelos vários Estados-membros, defendendo a valorização da família com mais direitos parentais e de apoio aos filhos, defendendo o desenvolvimento científico e tecnológico em prol do progresso e não da guerra, defendendo o ambiente e o combate às chamadas alterações climáticas, etc. etc.

Nesta União Europeia do “não há alternativa”, do pensamento único neoliberal, nesta União Europeia que submete os interesses dos povos, das populações, das pessoas aos jogos do défice e da alta finança, o voto dos portugueses é o voto da defesa de Portugal. É a oportunidade que temos para dizer que Europa somos, que Europa queremos. 

Pela Europa que queremos, votamos CDU.

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