Em Gondomar, PS saiu novamente vencedor

Sejamos francos. Sejamos sinceros. Os resultados das eleições Legislativas do passado dia 4 de outubro não foram o que o Partido Socialista desejava. A austeridade a que o país foi sujeito nos últimos 4 anos, bem como a crescente desigualdade social e o empobrecimento daí resultantes, são motivos de muita preocupação por parte do PS. Por um lado, porque não nos revemos nas soluções encontradas para a crise que o país atravessa, e por outro, porque nos deixam assustados as decisões que não podem ser revertidas. O Partido Socialista esperava ter oportunidade de oferecer um caminho de mudança, de políticas humanizadas e próximas ao cidadão. Pretendia acabar com a descrença, o desânimo e a desmotivação que tomou conta do país.

Mas no distrito do Porto, em que a coligação Portugal à Frente também ganhou, Gondomar quis mostrar que não está convencido nem conivente com este Governo. Ao lado de Baião e Matosinhos, o nosso concelho elegeu o Partido Socialista e mostrou que a intensa austeridade e as políticas de crescente esquecimento autárquico, não são bem recebidas e nem aceites pelos gondomarenses.

Da leitura dos resultados, não pode ser descurado ou esquecido o resultado também das últimas eleições autárquicas, que deram poder inequívoco ao Partido Socialista. O facto de o mesmo partido ter tido o maior número de votos também nestas legislativas, demonstra ainda que o trabalho deste executivo está a ser reconhecido e valorizado.

Depois de 20 anos de políticas errantes, Gondomar finalmente virou a página e elevou-se. Colocou-se no trilho da modernização e da transparência. E isto revela que os gondomarenses sentem confiança nas opções e decisões do PS para o concelho, e também por isso, estou convencida que gostariam de ter visto esta vontade projetada nos resultados legislativos.

O futuro continua incerto. Encontra-se em suspenso enquanto não se define qual o Governo que este país terá nos próximos 4 anos. Mas independentemente do desfecho das próximas semanas, o que os gondomarenses pretendem é uma política sustentável para a sua economia, que pare o desemprego e recapitalize as empresas portuguesas. Anseiam por um Portugal revitalizado, modernizado e de costas para o obscurantismo. Não querem mais uma sociedade fraturada e um empobrecimento preocupante.

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