Estamos bem e recomendamo-nos

Em finais de janeiro último decorreram eleições no CDS/PP de Gondomar para a eleição dos diferentes órgãos concelhios. Contrariamente ao que tem sido usual, desta feita apresentaram-se duas listas a tais sufrágios protagonizadas por quem, de há alguns anos, têm vindo a gerir dos destinos do partido no concelho (nos quais me incluo) e por um conjunto de jovens militantes que se decidiram demarcar da estratégia que aqueles têm implementado na gestão do partido ao longo dos seus diferentes mandatos. Importa aqui salientar que já aquando das últimas eleições para os mesmos órgãos se dispuseram os novos candidatos a apresentar listas autónomas, facto que motivou a reunião de esforços por parte de quem tem vindo a gerir o partido no sentido de potenciar o consenso, fundindo listas e abrindo designadamente a Comissão Politica Concelhia (CPC) ao protagonismo de todos. A verdade é que se pretendeu salvaguardar a unidade no partido evitando-se lutas eleitorais desnecessárias e porventura fraturantes pois, sob o ponto de vista estratégico ou da substância interventiva, não se vislumbravam diferenças que as motivassem. A regra essencial acertada prendeu-se com o respeito pela democracia interna e consequentemente, a posição do partido sobre cada premência respeitaria as concernentes maiorias resultantes das votações acontecidas. Ora apesar deste genuíno esforço de integração, rapidamente as dissensões se foram impondo e a coabitação tornando mais difícil até á volitiva debandada dos jovens militantes da CPC. Com tal atitude o confronto entre, chamemos-lhe, os mais experientes e os novos pretendentes à gestão do partido teria, mais tarde ou mais cedo, que acontecer, tendo as eleições para a renovação dos protagonistas na gestão dos órgãos do partido sido um ótimo ensejo para tão necessária clarificação. Decorrida a votação, talvez a mais participada em termos relativos, que aconteceu num clima de respeito mútuo e até de alguma confraternização, o resultado não podia ter sido mais clarificador: os membros da CPC cessante e candidatos a novo mandato incorporando a lista A, obtiveram o dobro dos votos dos candidatos mais jovens que integravam a lista B, numa inequívoca confirmação por parte dos militantes de que o partido tem sido bem gerido, que se sentem condignamente representados e que querem que assim continue. Enquanto candidato integrante da lista vencedora quero aqui salientar a coragem de todos quantos intervieram em busca de uma solução alternativa pois é através da luta democrática e do confronto nos locais e momentos apropriados que devemos defender a nossa visão sobre o futuro do partido. Contudo, agora que os militantes se pronunciaram e a luta eleitoral terminou, é tempo de deixar os vencedores governar, cumprindo o seu propósito essencial de dignificar a ação do partido e potenciar a adesão de sempre mais gondomarenses, às ideias de desenvolvimento e modernização do concelho e do país, que o CDS/PP defende.

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