Estrada D. Miguel

A estrada D. Miguel é claramente uma das vias estruturantes do concelho. Atravessa várias das suas freguesias e tem uma importância fulcral no cômputo das vias concelhias facilitadoras de uma sempre crescente necessidade de mobilidade da comunidade gondomarense, seja internamente seja no acesso aos seus concelhos vizinhos, desde logo o Porto.

É uma via que assume características muito próprias devido ao seu intrínseco traçado com duas vias em cada sentido de trânsito, facto potenciador de velocidades inusitadas. E a verdade é que tratando-se de uma via urbana, circundada por vastas zonas residenciais, tais velocidades, manifestamente acima do limite permitido, fazem dela uma via reconhecidamente perigosa, justificando (ou devendo justificar) uma sistemática preocupação por parte do Município em obviar, com medidas adequadas, aos seus diferentes pontos críticos, anulando-os sempre que possível. Ora assim sendo:

– A estrada D. Miguel, considerando as suas características e a importância relativa que tem no contexto de Gondomar, faz justificar uma fiscalização assertiva e quotidiana por parte do corpo de Polícia Municipal designadamente, desde logo como forma de sensibilizar quem a utiliza a cumprir com as regras de segurança exigíveis, implementando assim critérios de responsabilidade e hábitos de bem proceder que a todos beneficiam;

– Depois urge que o Município decida, de uma vez por todas, se quer ou não manter a ciclovia perigosamente desenhada na plataforma da estrada. E perigosamente porque coincide, em tantos sítios, com a zona de circulação automóvel, com automóveis estacionados/parados no respetivo traçado, com a existência de charcos/lençóis de água advenientes da falta de manutenção das caixas de águas pluviais potenciando a acumulação de terra e lixo. Há portanto que, a defender-se a sua permanência, redesenhar a ciclovia, garantindo algo que tem sido descurado como seja a segurança de quem a quer utilizar, dotando-a nomeadamente de piso próprio, aderente, realçado com cor diferente. A grande perigosidade que apresenta tem afastado os gondomarenses de a utilizarem, apresentando-se antes como uma estrutura perturbadora pois, não capta o interesse de quem devia e representa um desnecessário estrangulamento à qualidade da circulação automóvel;

– Os semáforos, alguns deles tendencialmente desligados, não funcionam sempre coordenadamente na travessia de peões, sendo amiudadamente desrespeitados por estes e pelos automobilistas;

– O piso da plataforma encontra-se gasto em muito do seu percurso e mesmo degradado em locais específicos;

– A sinalização horizontal deve ser reequacionada, especialmente no Alto da Serra – zona da Feira, local onde existem desenhadas linhas descontínuas com permissão de inversão de marcha junto a um semáforo, viaduto e em zona de escolas;

– Em Jovim, na zona da Escola EB 2/3, talvez se justificasse substituir o semáforo existente por uma passagem aérea de peões, sendo que a passadeira desemboca em um dos seus lados, numa zona escarpada, sendo premente proteger os alunos desse manifesto perigo.

São estes apenas alguns exemplos das prioridades de intervenção que detetamos ao longo da Estrada D Miguel, clamando perante os responsáveis municipais, sem dedos apontados mas proativamente, uma ação mais impositiva na salvaguarda da segurança de tão importante via municipal.

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