Foi um ano de oportunidades perdidas para Portugal

Estamos no final do ano, altura em que é habitual fazer-se um balanço do ano político. Este ano foi, infelizmente, um ano de oportunidades perdidas para Portugal.

Depois de anos de sacrifícios, temos finalmente um país livre da troika que o PS trouxe, facto este muitas vezes omitido e iludido ao longo do ano. Temos também uma conjuntura internacional que é, em muitas coisas, e por enquanto, favorável (embora incerta). Este ano era o tempo em que podíamos finalmente virar a página e deixarmos para trás de vez o conformismo de que Portugal tem que sempre discutir crescimento anémico e escolhas difíceis.

Num ano que podia ter sido de esperança, este Governo escolheu especializar-se em propaganda.

Foi isso que fez com, por exemplo, os dados do crescimento económico. E estes dados não são apenas números, traduzem-se na realidade da vida concreta de cada português em oportunidades que podíamos ter tido de mais investimento, mais emprego e uma vida melhor. Antes das eleições, o PS falava num crescimento de 2,4%. Agora, com toda a desfaçatez, ainda há algumas semanas celebrava um crescimento previsto de 1,2%, metade do que previu durante a campanha eleitoral, e menos do que o que obtivemos em 2015.

Também pelo caminho ficaram as promessas relacionadas com a diminuição da dívida pública, a eliminação da sobretaxa (que afinal se vai manter, embora reduzida, em 2017) ou a baixa do IVA para a eletricidade e o gás.

O CDS tem sido uma oposição combativa e com alternativas a este Governo. Neste Orçamento, apresentámos mais de 50 propostas de alteração.

Fizemos propostas de fundo, que podiam corrigir o rumo errático deste Orçamento, e pôr a economia a crescer a sério.

Fizemos propostas cirúrgicas, para corrigir algumas das asneiras mais flagrantes previstas. Destaca-se aqui a nossa proposta para evitar que, no próximo ano, haja menos polícias nas ruas.

E fizemos propostas da mais elementar justiça. Foi o caso de propor que os pensionistas das pensões mínimas, sociais e rurais tivessem o mesmo aumento extraordinário que era proposto para outros pensionistas com pensões mais altas do que estas.

O PS juntou-se ao BE e ao PCP para chumbar praticamente todas.

O resultado de toda isto é uma nova austeridade, dissimulada, que mantém todos os aumentos de impostos do inicio do ano, e ainda inventa vários novos.

Conseguindo apenas confundir as pessoas, afastar o investimento e, sobretudo, dividir os portugueses, em vez de os unir, satisfazendo clientelas e sindicatos, mas prejudicando o bem comum.

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