Gondomar é D’Ouro para sempre

Em 2014, aqui neste mesmo espaço, escrevia sobre a publicação em Diário da República sobre o concurso público para a conceção e criação da logomarca “Gondomar é D’Ouro”.

Face a algumas vozes críticas que se levantavam, que não entendiam o esforço e a atenção que o assunto merecia por parte do executivo, contrapunha sobre o entendimento dos que a defendiam, dos que viam que uma marca agrega todo o potencial económico, humano e social, que identifica no mercado produtos, serviços e iniciativas que uma organização pretende lançar. Numa era de hiperconcorrência, a marca garante que os seus ativos são exclusivos, e ao mesmo tempo cria um símbolo fácil de publicitar e de ser reconhecido.

Era pois necessário que Gondomar, na altura saído de uma imagem não tão apelativa quanto gostaríamos que fosse, onde a imagem mais vista do nosso concelho era a porta do seu Tribunal, revelasse com urgência as enormes potencialidades que foram continuadamente esquecidas na inércia dos últimos anos, entre elas uma atividade económica reconhecida nacionalmente, que é a ourivesaria de filigrana, assim como o recurso natural de excelência do rio Douro. Através da criação, dinamização e exploração da marca, a Câmara Municipal de Gondomar terá ao seu alcance a agilidade e os instrumentos para ver concretizados ativos fundamentais para os setores económicos, sociais e humanos do concelho.

As intenções da criação dessa marca já tinham traçado objetivos concretos. Lançava o primeiro sinal ao turismo, uma vez que “Gondomar é D’Ouro” permitiria criar as ferramentas para que o concelho se assumisse como parte integrante nesse nicho de negócio. Ao levar a cabo um programa de requalificação da orla ribeirinha, adequando os instrumentos de gestão urbanística, dotando as praias fluviais com as infraestruturas necessárias e potencializando vários desportos aquáticos, Gondomar tornava-se uma área de extremo interesse para as operadoras turísticas. Nessa altura, será estratégica a fixação no concelho de bases para essas operadoras, assim como a criação de pontos de embarque e saída de passageiros.

Agregado a estas atividades turísticas e de lazer, ficava lançada a possibilidade de explorar também atividades no âmbito do alojamento, da restauração, e de divulgação de ativos existentes.

Um desses ativos era a já referida ourivesaria de filigrana. No âmbito da marca “Gondomar é D’Ouro” seria possível dinamizar a produção, a comercialização e a exportação. Deveria ainda ser foco de atenção no âmbito cultural e, mais uma vez turístico, criando a Rota da Filigrana e Museu Vivo das Artes da Ourivesaria, como foi proposto no programa eleitoral do Partido Socialista.

Em 2014 escrevia. E cinco anos depois, aquilo que era uma pretensão, uma resposta às críticas, é hoje uma realidade. Graças à nossa marca, graças ao nosso executivo moderno, dinâmico, amplo de estratégias e objetivos, cumpriu. O que eram intenções são hoje realidades, certezas, trabalho feito.

Gondomar é D’Ouro, e é para sempre.

Por fim, a marca que agora se concretiza, deverá ainda dinamizar os equipamentos existentes, votados ao esquecimento nestes anos de inoperância, e devolvê-los a todos os gondomarenses.

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